domingo, 30 de setembro de 2012

Sinais dos Tempos – A Geração Nova

Palestra, Centro Espírita Vicente de Paulo, em Colatina, com o tema "Sinais dos Tempos – A Geração Nova", o escritor e conferencista Ademar Faria Junior, de Linhares-ES, marcou presença no domingo 11 de setembro de 2011, de 19 as 20h. Ele abordou alguns aspectos de estudos sobre o livro A Nova Geração: "A Visão Espírita sobre Crianças Índigo e Cristal", Divaldo Pereira Franco com Vanessa Anseloni. Confiram este esclarecedor tema. Muita Paz, Saúde e Alegrias para todos. Rogério (Presidente do CEVP).


sábado, 29 de setembro de 2012

Seminário - Adenáuer Novaes - Parte 2



Parte 2: "Autoconhecimento, Autodescobrimento, Autotransformação e Autoiluminação", este foi o tema do seminário com o conferencista internacional, escritor e psicólogo Adenáuer Novaes, de Salvador-BA, no sábado 17 de setembro/2011, de 14 as 18h., na Sociedade Colatinense de Estudos Espíritas. Adenáuer é um dos maiores e mais atuantes psicólogos do movimento espirita da atualidade, escritor fluente, com mais de 20 livros publicados. Carlos Pretti (Departamento de Divulgação da SCEE).

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dar Amor

O panorama do mundo, neste início do Terceiro Milênio, não é maravilhoso.

Há milhões de pessoas que estão passando fome. As guerras continuam devastadoras. Os homens disputam pedaços de terra, que chamam de territórios, como se fossem viver para sempre em cima deles. E cada pedacinho fica manchado com o sangue de muitas vítimas.

Há milhões de pessoas sem um teto. Milhões que sofrem de AIDS. Milhões de crianças, adultos e velhos que sofreram e sofrem violência.

Milhões de pessoas que padecem de invalidez, seja por terem nascido com a deficiência ou por terem sido vítimas de enfermidades, acidentes ou combates.

Todos os dias, em todo o mundo, mais alguém está clamando por compreensão e compaixão.

Este é o mundo que recebemos do milênio passado. O mundo que construímos. Agora nos compete construir o mundo renovado do Terceiro Milênio.

Escutemos o som das vozes de todos os que padecem. Escutemos como se fosse uma cantiga, um mantra que suplica auxílio.

Abramos os nossos corações para todos os que estão precisando e aprendamos que as maiores bênçãos vêm sempre do ajudar aos outros.

Acima de pontos de vista econômicos, de crença religiosa, de cor da pele, aprendamos que todos somos filhos do mesmo Pai e nos encontramos na mesma escola: a Terra.
Por isso o auxílio mútuo é dever de todos. Podemos não resolver os problemas do mundo, mas resolveremos o problema de alguém.

Não podemos resolver o problema da AIDS, mas podemos colaborar valorosamente nas campanhas de esclarecimento às novas gerações.

Não podemos diminuir as dores de todos os pacientes, mas podemos colaborar conseguindo a medicação precisa para um deles, ao menos.

Com certeza, não podemos devolver mobilidade a membros paralisados. Mas podemos nos tornar mãos e pernas, auxiliando aqueles que precisam.

Podemos não resolver o problema da fome no mundo, mas podemos muito bem providenciar para que quem esteja mais próximo de nós, não morra à míngua, providenciando-lhe o alimento ou o salário justo.

É muito importante aprender a gostar de tudo o que fazemos.

Podemos ser pobres e nos sentir sozinhos. Podemos morar em um local não muito agradável, mesmo assim, ainda poderemos colocar flores nos corações e nos alegrar com a vida.

Tudo é suportável quando há amor, único sentimento que viverá para sempre.

O amor é a virtude por excelência, seja na Terra, seja em outras moradas do Senhor.

O equilíbrio do amor desfaz toda discriminação, na marcha que realizamos para Deus.

Exercitando o amor conjugal, filial, paternal ou fraternal busquemos refletir, mesmo que seja à distância, o amor do nosso Pai, que a todos busca pelos caminhos da evolução.

Vivamos e amemos, de forma equilibrada, sentindo as excelsas vibrações que vertem de Deus sobre as necessidades do mundo.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 40, do livro A roda da vida, de Elisabeth Kübler-Ross

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Buscando a Felicidade

A felicidade que pode realmente não existir na Terra, enquanto a Terra padecer a dolorosa influenciação de um só gemido de sofrimento, pode existir na alma humana, quando a criatura compreender que a felicidade verdadeira é sempre aquela que conseguimos criar para a felicidade do próximo.

O primeiro passo, porém, para a aquisição de semelhante riqueza é o nosso entendimento das leis que nos regem, para que o egoísmo e a ambição não nos assaltem a vida.

O negociante que armazena toneladas de arroz, com o propósito de lucro fácil, não poderá ingeri-lo, senão na quantidade de alguns gramas por refeição.

O dono da fábrica de tecidos, interessado em reter o agasalho devido a milhões, não vestirá senão um costume exclusivo para resguardar-se contra a intempérie.

E o proprietário de extensas vilas, que delibera locupletar-se com o suor dos próprios irmãos, não poderá habitar senão uma casa só e ocupar, dentro dela, um só aposento para o seu próprio repouso.

Tudo na existência está subordinado a princípios que não podemos desrespeitar sem dano para nós mesmos, e, por esse motivo, a felicidade pura e simples é aquela que sabe retirar da vida os seus dons preciosos sem qualquer insulto ao direito ou à necessidade dos semelhantes.

Assim, pois, tudo aquilo que amontoamos, no mundo, em torno de nós, a pretexto de desfrutar privilégios e favores com prejuízo dos outros, redunda sempre em perigosa ilusão a envenenar-nos o espírito.

Felicidade é como qualquer recurso que só adquire valor quando em circulação em benefício de todos.

Em razão disso, saibamos dar do que somos e a distribuir daquilo que retemos, em favor dos que nos partilham a marcha, porque somente a felicidade que se divide é aquela que realmente se multiplica para ser nossa alegria e nossa luz, aqui e além, hoje e sempre.

(Do livro Inspiração", Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)
____ * * * ___

A felicidade real é uma casa que se constrói por dentro da própria alma.
Os bens que espalhes são os materiais para semelhante construção.
Sabes que o tempo é comparável ao rio que não se interrompe, seguindo sempre.
Muito estranho que a criatura se decida a levantar a sua própria moradia por cima de uma ponte.

domingo, 23 de setembro de 2012

Seminário - Adenáuer Novaes - Parte 1


Primeira parte: "Autoconhecimento, Autodescobrimento, Autotransformação e Autoiluminação", este foi o tema do seminário com o conferencista internacional, escritor e psicólogo Adenáuer Novaes, de Salvador-BA, no sábado 17 de setembro/2011, de 14 as 18h., na Sociedade Colatinense de Estudos Espíritas. Adenáuer é um dos maiores e mais atuantes psicólogos do movimento espirita da atualidade, escritor fluente, com mais de 20 livros publicados. Carlos Pretti (Departamento de Divulgação da SCEE).

sábado, 22 de setembro de 2012

As Conquistas da Alma Amorosa


"As Conquistas da Alma Amorosa". Este foi o tema da palestra da conferencista internacional Ana Guimarães, do Rio de Janeiro-RJ, no domingo 04 de setembro de 2011, de 09 as 10h da manhã, na Sociedade Colatinense de Estudos Espíritas, situada à Rua Santa Maria, 51, Centro, Colatina-ES. Ana é uma das mais experientes e dedicadas oradoras do Movimento Espírita, percorrendo o Brasil e o mundo, sensibilizando com a mensagem de auto conhecimento à luz do Evangelho de Jesus. Carlos Pretti (Departamento de Divulgação da SCEE).

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Driblando a Adversidade

A capacidade do ser humano de superar adversidades é inacreditável. E certos exemplos nos levam a acreditar que o ser humano ainda não descobriu tudo de que é capaz.

Também nos servem de exemplos para nossas próprias vidas. Um desses é o pianista João Carlos Martins.

Começou a estudar piano aos 8 anos de idade. Após 9 meses de aula vencia, com louvor, o concurso da Sociedade Bach de São Paulo. Um prodígio.

Rapidamente ele desenvolveu uma carreira de pianista internacional. Tocou nas principais salas de concerto do mundo.

Dedicou-se à obra de Bach.

No auge da fama, sofreu um grande revés. Jogando futebol, sua outra paixão além da música, caiu sobre o próprio braço. O acidente o privou dos movimentos da mão.

Para qualquer pessoa, uma tragédia. Para ele, um desastre total. Mas não se deu por vencido.

Submeteu-se a cirurgias, dolorosas sessões de fisioterapia, injeções na palma da mão.

E voltou ao piano e às melhores salas de concerto. Com dor e com paixão.

Mas a persistência de Martins voltaria a ser testada. Anos depois, vítima de um assalto na Bulgária, foi violentamente agredido.

Como conseqüência, teve afetado o movimento de ambas as mãos.

Para recuperar as suas ferramentas de trabalho, voltou às salas de cirurgias e à fisioterapia.

Conseguiu voltar ao amado piano mais uma vez. Finalmente, em 2002, a seqüela das lesões venceu. A paralisia definitivamente dominou suas duas mãos.

Era o fim de um pianista.

Afastou-se do piano, não da sua grande paixão, a música.

Aos 63 anos de idade, ele foi estudar regência. Dois anos depois regeu a Orquestra Inglesa de Câmara, em Londres.

Em um concerto, em São Paulo, surpreendeu outra vez. Regeu a Nona Sinfonia de Beethoven, totalmente de cor.

Ele precisou decorar todas as notas da obra por ser incapaz de virar a página da partitura.

A platéia rompeu em aplausos.

Mas João Carlos Martins ainda tinha mais uma surpresa para o público, naquela noite.

Pediu que subissem um piano pelo elevador do palco. E, com apenas três dedos que lhe restaram, ele tocou uma peça de Bach.

A Ária da Quarta Corda foi originalmente escrita para violino. É uma peça musical em que o violinista usa apenas a corda sol para executar a bela melodia.

Bom, Martins a executou ao piano com três dedos.

E, embora não fosse a sua intenção, a impressão que ficou no ar é que todos os presentes se sentiram muito pequenos ante a grandeza de João Carlos Martins.

* * *

Como Martins, existem muitos exemplos.

Criaturas que têm danificado seu instrumento de trabalho e dão a volta por cima, não se entregando à adversidade.

Recordamos de Beethoven, compositor, perdendo a audição e, nem por isso deixando de compor.

De Helen Keller, cega, surda, muda se tornando a primeira pessoa com tripla deficiência a conseguir um título universitário.

Tornou-se oradora, porta-voz dos deficientes, escritora.

Pense nisso e não se deixe jamais abater porque a adversidade o abraça.

Pense: você a pode vencer. Vença-a.


Redação do Momento Espírita com base na biografia de João Carlos Martins, colhida em pt. wikipedia.org.wiki/joão_carlos_martins.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Saudades

De todas as dores da Humanidade, possivelmente a mais aflitiva seja a que se constitui na separação dos afetos pelo fenômeno da morte.

Embora todos saibamos que a morte é a etapa final dos que vivem na Terra, não nos preparamos para recebê-la. Eis porque ela sempre nos surpreende, esfacelando-nos o coração em tortura moral.

Para os que acompanham o féretro até o que se denomina a última morada do corpo, o momento deveria ser de sérias reflexões.

O que existe afinal, para além do túmulo? Para onde vão as almas dos que se foram abraçados pelo sono da morte? Como diluir a dor da separação?

Que existe vida além desta existência já foi suficientemente comprovado.

Seja pela revelação religiosa que, desde tempos imemoriais se refere ao Espírito imortal, seja por ramos da ciência médica e psicológica que apresentaram estudos variados, concluindo pela existência de um mundo invisível, onde vivem os que deixam o corpo carnal.

Jesus, o Mestre Excelso, provou mais de uma vez que a morte é uma ilusão dos sentidos físicos. No Tabor, ao se transfigurar, frente aos olhares atônitos de Pedro, Tiago e João, apresenta-se tendo ao lado direito e esquerdo as figuras veneráveis do Legislador Hebreu Moisés e do Profeta Elias.

Ora, ambos tinham vivido entre os hebreus há muitos séculos. Contudo, ali se apresentaram tão vivos, que Pedro cogitou de erguer tendas para que eles as habitassem, ali mesmo no Monte Tabor.

Jesus, após Sua morte na cruz, apresentou-Se aos apóstolos e aos discípulos várias vezes, em ambientes fechados e ao ar livre, demonstrando que prosseguia vivo.

Os que morrem continuam vivendo, no mundo que lhes é próprio, o espiritual, que somente não detectamos pela grosseria de nossa visão material.

Temos a prova de que prosseguem vivos, nos sonhos em que com eles nos encontramos, trocamos confidências, amenizamos as saudades.

Essas são as experiências individuais de todos nós.

Apesar de tudo, a saudade se alonga nos dias, tanto mais forte quanto mais se demoram os meses e se amontoam os anos.

Por isso, somente a oração pode amenizar a longa saudade. Quando oramos a Deus pelos que partiram, eles nos sentem as vibrações, quais se fossem abraços de carinho e, na mesma intensidade, os retribuem, pelos fios do pensamento.

Um dia, logo mais, haveremos de nos reencontrar na Espiritualidade, quando transpusermos os umbrais da morte.

Então, diremos adeus aos que permanecem para recebermos um Olá, você chegou! dos que nos precederam e nos vêm receber no portal da tumba.

* * *

Existem inúmeros livros que falam da vida para além desta existência.

O Dr. Raymond Moody Jr. escreveu livros acerca de suas investigações do fenômeno da sobrevivência à morte física.

São relatos de criaturas que tiveram experiências de quase morte e retornaram contando do que ouviram, dos seus contatos, testemunhando pois que a vida não se encerra no túmulo.


Redação do Momento Espírita.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Bênçãos dos Céus

   A paz esteja com você.
   Vêm do alto dos céus, constantemente, bênçãos para lhe fortalecer e preencher.
   As bênçãos de Deus são de vibrações, ressonâncias, toques, energias. Ajustam-se
em você nos pontos mais críticos e nas necessidades mais acentuadas pra garantir-lhe
alegrias permanentes.
   Deus é poderoso.
   Ainda que as circunstâncias sejam fortemente adversas, recorde-se de que, se para
Deus nada é impossível, também para você não o será, se com Ele estiver.
   Com as bênçãos de Deus você vence todas as dificuldades.

Fonte: Livro Caminho Seguro de Lourival Lopes

domingo, 9 de setembro de 2012

Preconceito, O Amor que Exclui

“Preconceito, O Amor que Exclui”, este foi o tema da palestra do Vice-Presidente de Unificação da Federação Espírita do Espírito Santo e orador José Ricardo do Canto Lírio, de Vitória-ES, no domingo 02 de outubro de 2011, de 09 as 10 da manhã, na Sociedade Colatinense de Estudos Espíritas. Ele nos mostrou a verdade moral do homem acima dos sofismas e clichês mentais de todas as eras da humanidade. Muita Saúde, Paz e Alegrias, para vocês! Virgilio Knupp (Presidente da SCEE).

sábado, 8 de setembro de 2012

Novo Filme Espírita

E A VIDA CONTINUA...
www.eavidacontinuaofilme.com.br

14 de setembro - nos cinemas

Quando o carro da bela e jovem Evelina (Amanda Costa) quebra na estrada, ela não faz ideia de como seus caminhos serão profundamente alterados para sempre. Socorrida pelo gentil Ernesto (Luiz Baccelli), Evelina logo fica sabendo que tanto ele como ela estão indo exatamente para o mesmo hotel.
Coincidência? Talvez, mas Ernesto não acredita em coincidências.

Imediatamente eles desenvolvem uma amizade tão sólida que persistirá quando ambos passam para o outro plano. Será ali, do outro lado da vida, que Evelina e Ernesto enfrentarão enormes dificuldades e desafios, onde não faltarão surpresas e surpreendentes revelações?

O filme é baseado no best-seller espírita "E a Vida Continua", escrito em 1968 pelo espírito André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Trata-se do 13º e último livro da série "A Vida no Mundo Espiritual".


DIREÇÃO
Paulo Figueiredo

PRODUTOR
Oceano Vieira de Melo

O ELENCO

AMANDA ACOSTA
Evelina Serpa

LUIZ BACCELLI
Ernesto Fantini

Participação Especial
LIMA DUARTE como Instrutor Ribas

LUIZ CARLOS FÉLIX
Caio Serpa

RONALDO OLIVA
Túlio

ROSANA PENNA
Elisa

ANA ROSA
Lucinda

SAMANTHA CARACANTE
Vera

ANA LÚCIA TORRE
Brígida

CÉZAR PEZZUOLI
Amâncio

ARLLETE MONTENEGRO
Sra. Tamburini

CLÁUDIA MELLO
Alzira

RUI REZENDE
Desidério

LUIZ CARLOS DE MORAES
Instrutor Cláudio

CARLA FIORONI
Isa

PEDRO COSTA
Lúcio

LAURA FELICIANO
Ana Flávia

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

DISCURSO DE ABERTURA PELO SR. ALLAN KARDEC

Faltando apenas 5 meses para o seu desencarne Kardec pronunciou, na Sociedade Parisiense, um discurso memorável na sessão anual comemorativa do dias dos mortos.
Pela leitura atenta deste discurso poderemos lançar um olhar mais aguçado sobre Kardec e perceber sua forma de compreender e sentir o que é, em sua essência, ser espírita!
  Lembremos primeiramente que quando escreveu a Introdução do livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, ele já fez transparecer seu entendimento do que há de essencial nos ensinos da 2ª Revelação e, nos capítulos deste livro, irá utilizar os conhecimentos trazidos pela 3ª Revelação como um meio de nos instrumentalizar para a revivescência e prática dos princípios morais (éticos) os quais nos permitirão atuar proativamente nesta fase de transição pela qual, como comunidade de espíritos viajores nesta nave planetária, construiremos um mundo de regeneração.
  Vejamos então o que Kardec considera como o âmago da 2ª Revelação trazida por Jesus, para depois lermos o referido discurso e nos inteirarmos daquilo que ele considera essencial aos que queiram abraçar, convictos, a 3ª Revelação.
  Que cada um de nós avalie se está alinhado com Kardec ou distante dele quando se apega a discussões separatistas em torno dos aspectos secundários, não morais, e que fogem do que é a essência das revelações que nos foram trazidas.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
INTRODUÇÃO.

I. Objetivo desta obra.
  As matérias contidas nos Evangelhos podem ser divididas em cinco partes: os atos comuns da vida do Cristo, os milagres, as predições, as palavras que serviram para o estabelecimento dos dogmas da Igreja e o ensinamento moral.

  Se as quatro primeiras partes foram objeto de controvérsias, a última permaneceu inatacável. Diante desse código divino, a própria incredulidade se inclina; é o território onde todos os cultos podem se encontrar, a bandeira sob a qual todos podem se abrigar, quaisquer que sejam as suas crenças, porque ela jamais foi o motivo das disputas religiosas, levantadas sempre, e por toda a parte, por questões de dogma. Aliás, se o discutissem, as seitas nele teriam encontrado sua própria condenação, porque a maior parte se apega mais à parte mística que à parte moral, que exige a reforma de si mesmo.

  Para os homens, em particular, é uma regra de conduta abrangendo todas as circunstâncias da vida privada ou pública, o princípio de todas as relações sociais fundadas sobre a mais rigorosa justiça; é, enfim, e acima de tudo, o caminho infalível da felicidade que há de vir, é levantar uma ponta do véu, que oculta a vida futura. É essa parte que será o objeto exclusivo desta obra.

Sessão Anual Comemorativa do dia dos Mortos
(Sociedade de Paris, 1º de novembro de 1868)
DISCURSO DE ABERTURA PELO SR. ALLAN KARDEC(*)

O Espiritismo é uma religião?

“Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas
reunidas em meu nome, aí estarei com elas.” (S. Mateus, 18:20.)

Caros irmãos e irmãs espíritas,

  Estamos reunidos, neste dia consagrado pelo uso à comemoração dos mortos, para darmos àqueles irmãos nossos que deixaram a Terra um testemunho particular de simpatia, para continuarmos as relações de afeição e de fraternidade que existiam entre eles e nós, quando eram vivos, e para invocarmos sobre eles a bondade do Todo-Poderoso. Mas, por que nos reunirmos? Não podemos fazer em particular o que cada um de nós propõe fazer em comum? Qual a utilidade de assim nos reunirmos num dia determinado?

  Jesus no-lo indica pelas palavras que referimos acima. Esta utilidade está no resultado produzido pela comunhão de pensamentos que se estabelece entre pessoas reunidas com o mesmo objetivo.

  Comunhão de pensamentos! Compreendemos bem todo o alcance desta expressão? Seguramente, até este dia, poucas pessoas dela tinham feito uma ideia completa. O Espiritismo, que nos explica tantas coisas pelas leis que revela, ainda vem explicar a causa e a força dessa situação do espírito.

  Comunhão de pensamento quer dizer pensamento comum, unidade de intenção, de vontade, de desejo, de aspiração. Ninguém pode desconhecer que o pensamento é uma força; mas uma força puramente moral e abstrata? Não: do contrário não se explicariam certos efeitos do pensamento e, ainda menos, a comunhão de pensamento. Para compreendê-lo, é preciso conhecer as propriedades e a ação dos elementos que constituem nossa essência espiritual, e é o Espiritismo que no-las ensina.

  O pensamento é o atributo característico do ser espiritual; é ele que distingue o espírito da matéria; sem o pensamento o espírito não seria espírito. A vontade não é um atributo especial do espírito; é o pensamento chegado a um certo grau de energia; é o pensamento transformado em força motriz. É pela vontade que o espírito imprime aos membros e ao corpo movimentos num determinado sentido. Mas, se tem a força de agir sobre os órgãos materiais, quanto maior não deve ser essa força sobre os elementos fluídicos que nos rodeiam! O pensamento atua sobre os fluidos ambientes, como o som age sobre o ar; esses fluidos nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som. Pode, pois, dizer-se com toda a verdade que há nesses fluidos ondas e raios de pensamentos que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e raios sonoros.

  Uma assembleia é um foco onde irradiam pensamentos diversos; é como uma orquestra, um coro de pensamentos, onde cada um produz a sua nota. Disto resulta uma imensidão de correntes e de eflúvios fluídicos, dos quais cada um recebe a impressão pelo sentido espiritual, como num coro musical cada um recebe a impressão dos sons pelo sentido da audição.

  Mas, assim como há raios sonoros harmônicos ou discordantes, também há pensamentos harmônicos ou discordantes. Se o conjunto for harmônico, a impressão é agradável; se discordante, a impressão será penosa. Ora, para isto, não é necessário que o pensamento seja formulado em palavras; a irradiação fluídica não deixa de existir, quer seja ou não expressa. Se todas forem benéficas, os assistentes experimentarão um verdadeiro bem-estar e se sentirão à vontade; mas se se misturarem alguns pensamentos maus, produzirão o efeito de uma corrente de ar gelado num meio tépido.

  Tal é a causa do sentimento de satisfação que se experimenta numa reunião simpática; aí reina uma espécie de atmosfera moral salubre, onde se respira à vontade; daí se sai reconfortado, porque aí nos impregnamos de eflúvios fluídicos salutares. Assim também se explicam a ansiedade e o mal-estar indefinível que se sente num meio antipático, onde os pensamentos malévolos provocam, a bem dizer, correntes fluídicas malsãs.

  A comunhão de pensamentos produz, pois, uma sorte de efeito físico que reage sobre o moral; só o Espiritismo poderia fazê-lo compreender. O homem o sente instintivamente, já que procura as reuniões onde sabe encontrar essa comunhão. Nessas reuniões homogêneas e simpáticas haure novas forças morais; poder-se-ia dizer que aí recupera as perdas fluídicas perdidas diariamente pela irradiação do pensamento, como recupera pelos alimentos as perdas do corpo material.

  A esses efeitos da comunhão de pensamentos, se junta um outro que é a sua consequência natural, e que importa não perder de vista: é o poder que adquire o pensamento ou a vontade, pelo conjunto dos pensamentos ou vontades reunidos. Sendo a vontade uma força ativa, esta força é multiplicada pelo número de vontades idênticas, como a força muscular é multiplicada pelo número dos braços.

  Estabelecido este ponto, concebe-se que nas relações que se estabelecem entre os homens e os Espíritos, haja, numa reunião onde reine perfeita comunhão de pensamentos, uma força atrativa ou repulsiva, que nem sempre possui o indivíduo isolado. Se, até o presente, as reuniões muito numerosas são menos favoráveis, é pela dificuldade de obter uma homogeneidade perfeita de pensamentos, que se deve à imperfeição da natureza humana na Terra. Quanto mais numerosas as reuniões, mais aí se mesclam elementos heterogêneos, que paralisam a ação dos bons elementos, e que são como grãos de areia numa engrenagem. Não sucede assim nos mundos mais adiantados, e tal estado de coisas mudará na Terra à medida que os homens se tornarem melhores.

  Para os espíritas, a comunhão de pensamentos tem um resultado ainda mais especial. Temos visto o efeito desta comunhão de homem a homem; prova-nos o Espiritismo que ele não é menor dos homens aos Espíritos, e reciprocamente. Com efeito, se o pensamento coletivo adquire força pelo número, um conjunto de pensamentos idênticos, tendo o bem por objetivo, terá mais força para neutralizar a ação dos Espíritos maus; também vemos que a tática destes últimos é levar à divisão e ao isolamento. Sozinho, um homem pode sucumbir, ao passo que se sua vontade for corroborada por outras vontades poderá resistir, conforme o axioma: A união faz a força, axioma verdadeiro, tanto do ponto de vista moral, quanto do físico.

  Por outro lado, se a ação dos Espíritos malévolos pode ser paralisada por um pensamento comum, é evidente que a dos Espíritos bons será secundada; seus eflúvios fluídicos, não sendo detidos por correntes contrárias, espalhar-se-ão sobre os assistentes, precisamente porque todos os terão atraído pelo pensamento, não cada um em proveito pessoal, mas em benefício de todos, conforme a lei de caridade. Descerão sobre eles como línguas de fogo, para nos servirmos de uma admirável imagem do Evangelho.

  Assim, pela comunhão de pensamentos os homens se assistem entre si e, ao mesmo tempo, assistem os Espíritos e são por estes assistidos. As relações entre os mundos visível e invisível não são mais individuais, mas coletivas e, por isto mesmo, mais poderosas em proveito das massas e dos indivíduos. Numa palavra, estabelecem a solidariedade, que é a base da fraternidade. Cada qual trabalha para todos, e não apenas para si; e trabalhando para todos, cada um aí encontra a sua parte. É o que o egoísmo não compreende.

  Graças ao Espiritismo, compreendemos, então, o poder e os efeitos do pensamento coletivo; explicamo-nos melhor o sentimento de bem-estar que se experimenta num meio homogêneo e simpático; mas sabemos, igualmente, que se dá o mesmo com os Espíritos, porque eles também recebem os eflúvios de todos os pensamentos benevolentes que para eles se elevam, como uma nuvem de perfume. Os que são felizes experimentam maior alegria por esse concerto harmonioso; os que sofrem sentem maior alívio.

  Todas as reuniões religiosas, seja qual for o culto a que pertençam, são fundadas na comunhão de pensamentos; com efeito, é aí que podem e devem exercer a sua força, porque o objetivo deve ser a libertação do pensamento das amarras da matéria. Infelizmente, a maioria se afasta deste princípio à medida que a religião se torna uma questão de forma. Disto resulta que cada um, fazendo seu dever consistir na realização da forma, se julga quites com Deus e com os homens, desde que praticou uma fórmula. Resulta ainda que cada um vai aos lugares de reuniões religiosas com um pensamento pessoal, por sua própria conta e, na maioria das vezes, sem nenhum sentimento de confraternidade em relação aos outros assistentes; fica isolado em meio à multidão e só pensa no céu para si mesmo.

  Por certo não era assim que o entendia Jesus, ao dizer: “Quando duas ou mais pessoas estiverem reunidas em meu nome, aí estarei entre elas.” Reunidos em meu nome, isto é, com um pensamento comum; mas não se pode estar reunido em nome de Jesus sem assimilar os seus princípios, sua doutrina. Ora, qual é o princípio fundamental da doutrina de Jesus? A caridade em pensamentos, palavras e ações. Mentem os egoístas e os orgulhosos, quando se dizem reunidos em nome de Jesus, porque Jesus não os conhece por seus discípulos.

  Chocados por esses abusos e desvios, há pessoas que negam a utilidade das assembleias religiosas e, em consequência, a das edificações consagradas a tais assembleias. Em seu radicalismo, pensam que seria melhor construir asilos do que templos, uma vez que o templo de Deus está em toda parte e em toda parte pode ser adorado; que cada um pode orar em casa e a qualquer hora, enquanto os pobres, os doentes e os enfermos necessitam de lugar de refúgio.

  Mas, porque cometeram abusos, porque se afastaram do reto caminho, devemos concluir que não existe o reto caminho e que tudo quanto se abusa seja mau? Não, certamente. Falar assim é desconhecer a fonte e os benefícios da comunhão de pensamentos, que deve ser a essência das assembleias religiosas; é ignorar as causas que a provocam. Concebe-se que os materialistas professem semelhantes ideias, já que em tudo fazem abstração da vida espiritual; mas da parte dos espiritualistas e, melhor ainda, dos espíritas, seria um contrassenso. O isolamento religioso, assim como o isolamento social, conduz ao egoísmo. Que alguns homens sejam bastante fortes por si mesmos, largamente dotados pelo coração, para que sua fé e caridade não necessitem ser revigoradas num foco comum, é possível; mas não é assim com as massas, por lhes faltar um estimulante, sem o qual poderiam se deixar levar pela indiferença. Além disso, qual o homem que poderá dizer-se bastante esclarecido para nada ter a aprender no tocante aos seus interesses futuros? Bastante perfeito para abrir mão dos conselhos da vida presente? Será sempre capaz de instruir-se por si mesmo? Não; a maioria necessita de ensinamentos diretos em matéria de religião e de moral, como em matéria de ciência. Incontestavelmente, tais ensinos podem ser dados em toda parte, sob a abóbada do céu, como sob a de um templo; mas por que os homens não haveriam de ter lugares especiais para as questões celestes, como os têm para as terrenas? Por que não teriam assembleias religiosas, como têm assembleias políticas, científicas e industriais?

   Aqui está uma bolsa onde se ganha sempre. Isto não impede as edificações em proveito dos infelizes. Dizemos, ademais, que haverá menos gente nos asilos, quando os homens compreenderem melhor seus interesses do céu.

  Se as assembleias religiosas – falo em geral, sem aludir a nenhum culto – muitas vezes se têm afastado de seu objetivo primitivo principal, que é a comunhão fraterna do pensamento; se o ensino ali ministrado nem sempre tem acompanhado o movimento progressivo da Humanidade, é que os homens não progridem todos ao mesmo tempo. O que não fazem num período, fazem em outro; à proporção que se esclarecem, veem as lacunas existentes em suas instituições, e as preenchem; compreendem que o que era bom numa época, em relação ao grau de civilização, torna-se insuficiente numa etapa mais avançada, e restabelecem o nível. Sabemos que o Espiritismo é a grande alavanca do progresso em todas as coisas; marca uma era de renovação. Saibamos, pois, esperar, não exigindo de uma época mais do que ela pode dar. Como as plantas, é preciso que as ideias amadureçam, para que seus frutos sejam colhidos. Saibamos, além disso, fazer as necessárias concessões às épocas de transição, porque na Natureza nada se opera de maneira brusca e instantânea.

  Dissemos que o verdadeiro objetivo das assembleias religiosas deve ser a comunhão de pensamentos; é que, com efeito, a palavra religião quer dizer laço. Uma religião, em sua acepção larga e verdadeira, é um laço que religa os homens numa comunhão de sentimentos, de princípios e de crenças; consecutivamente, esse nome foi dado a esses mesmos princípios codificados e formulados em dogmas ou artigos de fé. É nesse sentido que se diz: a religião política; entretanto, mesmo nesta acepção, a palavra religião não é sinônima de opinião; implica uma ideia particular: a de fé conscienciosa; eis por que se diz também: a fé política. Ora, os homens podem filiar-se, por interesse, a um partido, sem ter fé nesse partido, e a prova é que o deixam sem escrúpulo, quando encontram seu interesse alhures, ao passo que aquele que o abraça por convicção é inabalável; persiste à custa dos maiores sacrifícios, e é a abnegação dos interesses pessoais a verdadeira pedra-de-toque da fé sincera. Todavia, se a renúncia a uma opinião, motivada pelo interesse, é um ato de desprezível covardia, é, não obstante, respeitável, quando fruto do reconhecimento do erro em que se estava; é, então, um ato de abnegação e de razão. Há mais coragem e grandeza em reconhecer abertamente que se enganou, do que persistir, por amor-próprio, no que se sabe ser falso, e para não se dar um desmentido a si próprio, o que acusa mais obstinação do que firmeza, mais orgulho do que razão, e mais fraqueza do que força. É mais ainda: é hipocrisia, porque se quer parecer o que não se é; além disso, é uma ação má, porque é encorajar o erro por seu próprio exemplo.

  O laço estabelecido por uma religião, seja qual for o seu objetivo, é, pois, essencialmente moral, que liga os corações, que identifica os pensamentos, as aspirações, e não somente o fato de compromissos materiais, que se rompem à vontade, ou da realização de fórmulas que falam mais aos olhos do que ao espírito. O efeito desse laço moral é o de estabelecer entre os que ele une, como consequência da comunhão de vistas e de sentimentos, a fraternidade e a solidariedade, a indulgência e a benevolência mútuas. É nesse sentido que também se diz: a religião da amizade, a religião da família.

  Se for assim, perguntarão, então o Espiritismo é uma religião? Ora, sim, sem dúvida, senhores! No sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos vangloriamos por isto, porque é a Doutrina que funda os vínculos da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre bases mais sólidas: as próprias leis da Natureza.

  Por que, então, temos declarado que o Espiritismo não é uma religião? Em razão de não haver senão uma palavra para exprimir duas ideias diferentes, e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto; porque desperta exclusivamente uma ideia de forma, que o Espiritismo não tem. Se o Espiritismo se dissesse uma religião, o público não veria aí mais que uma nova edição, uma variante, se se quiser, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta sacerdotal com seu cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; não o separaria das ideias de misticismo e dos abusos contra os quais tantas vezes a opinião se levantou.

  Não tendo o Espiritismo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual da palavra, não podia nem devia enfeitar-se com um título sobre cujo valor inevitavelmente se teria equivocado. Eis por que simplesmente se diz: doutrina filosófica e moral.

  As reuniões espíritas podem, pois, ser feitas religiosamente, isto é, com o recolhimento e o respeito que comporta a natureza grave dos assuntos de que se ocupa; pode-se mesmo, na ocasião, aí fazer preces que, em vez de serem ditas em particular, são ditas em comum, sem que, por isto, sejam tomadas por assembleias religiosas. Não se pense que isto seja um jogo de palavras; a nuança é perfeitamente clara, e a aparente confusão não provém senão da falta de uma palavra para cada ideia.

  Qual é, pois, o laço que deve existir entre os espíritas? Eles não estão unidos entre si por nenhum contrato material, por nenhuma prática obrigatória. Qual o sentimento no qual se deve confundir todos os pensamentos? É um sentimento todo moral, todo espiritual, todo humanitário: o da caridade para com todos ou, em outras palavras: o amor do próximo, que compreende os vivos e os mortos, pois sabemos que os mortos sempre fazem parte da Humanidade.

  A caridade é a alma do Espiritismo; ela resume todos os deveres do homem para consigo mesmo e para com os seus semelhantes, razão por que se pode dizer que não há verdadeiro espírita sem caridade.

  Mas a caridade é ainda uma dessas palavras de sentido múltiplo, cujo inteiro alcance deve ser bem compreendido; e se os Espíritos não cessam de pregá-la e defini-la, é que, provavelmente, reconhecem que isto ainda é necessário.

  O campo da caridade é muito vasto; compreende duas grandes divisões que, em falta de termos especiais, podem designar-se pelas expressões caridade beneficente e caridade benevolente. Compreende-se facilmente a primeira, que é naturalmente proporcional aos recursos materiais de que se dispõe; mas a segunda está ao alcance de todos, do mais pobre como do mais rico. Se a beneficência é forçosamente limitada, nada além da vontade poderia estabelecer limites à benevolência.

  O que é preciso, então, para praticar a caridade benevolente? Amar ao próximo como a si mesmo. Ora, se se amar ao próximo tanto quanto a si, amar-se-o-á muito; agir-se-á para com outrem como se quereria que os outros agissem para conosco; não se quererá nem se fará mal a ninguém, porque não quereríamos que no-lo fizessem.

  Amar ao próximo é, pois, abjurar todo sentimento de ódio, de animosidade, de rancor, de inveja, de ciúme, de vingança, numa palavra, todo desejo e todo pensamento de prejudicar; é perdoar aos inimigos e retribuir o mal com o bem; é ser indulgente para as imperfeições de seus semelhantes e não procurar o argueiro no olho do vizinho, quando não se vê a trave no seu; é esconder ou desculpar as faltas alheias, em vez de se comprazer em pô-las em relevo, por espírito de maledicência; é ainda não se fazer valer à custa dos outros; não procurar esmagar ninguém sob o peso de sua superioridade; não desprezar ninguém pelo orgulho. Eis a verdadeira caridade benevolente, a caridade prática, sem a qual a caridade é palavra vã; é a caridade do verdadeiro espírita, como do verdadeiro cristão; aquela sem a qual aquele que diz: Fora da caridade não há salvação, pronuncia sua própria condenação, tanto neste quanto no outro mundo.

  Quantas coisas haveria a dizer sobre este assunto! Que belas instruções não nos dão os Espíritos incessantemente! Não fosse o receio de alongar-me em demasia e de abusar de vossa paciência, senhores, seria fácil demonstrar que, em se colocando no ponto de vista do interesse pessoal, egoísta, se se quiser, porque nem todos os homens estão ainda maduros para uma completa abnegação, para fazer o bem unicamente por amor do bem, digo que seria fácil demonstrar que têm tudo a ganhar em agir deste modo, e tudo a perder agindo diversamente, mesmo em suas relações sociais; depois, o bem atrai o bem e a proteção dos Espíritos bons; o mal atrai o mal e abre a porta à malevolência dos maus. Mais cedo ou mais tarde o orgulhoso será castigado pela humilhação, o ambicioso pelas decepções, o egoísta pela ruína de suas esperanças, o hipócrita pela vergonha de ser desmascarado; aquele que abandona os Espíritos bons por estes é abandonado e, de queda em queda, finalmente se vê no fundo do abismo, ao passo que os Espíritos bons erguem e amparam aquele que, nas maiores provações, não deixa de se confiar à Providência e jamais se desvia do reto caminho; aquele, enfim, cujos secretos sentimentos não dissimulam nenhum pensamento oculto de vaidade ou de interesse pessoal. Assim, de um lado, ganho assegurado; do outro, perda certa; cada um, em virtude do seu livre-arbítrio, pode escolher a sorte que quer correr, mas não poderá queixar-se senão de si mesmo pelas consequências de sua escolha.

  Crer num Deus Todo-Poderoso, soberanamente justo e bom; crer na alma e em sua imortalidade; na preexistência da alma como única justificação do presente; na pluralidade das existências como meio de expiação, de reparação e de adiantamento intelectual e moral; na perfectibilidade dos seres mais imperfeitos; na felicidade crescente com a perfeição; na equitativa remuneração do bem e do mal, segundo o princípio: a cada um segundo as suas obras; na igualdade da justiça para todos, sem exceções, favores nem privilégios para nenhuma criatura; na duração da expiação limitada à da imperfeição; no livre-arbítrio do homem, que lhe deixa sempre a escolha entre o bem e o mal; crer na continuidade das relações entre o mundo visível e o mundo invisível; na solidariedade que religa todos os seres passados, presentes e futuros, encarnados e desencarnados; considerar a vida terrestre como transitória e uma das fases da vida do Espírito, que é eterno; aceitar corajosamente as provações, em vista de um futuro mais invejável que o presente; praticar a caridade em pensamentos, em palavras e obras na mais larga acepção do termo; esforçar-se cada dia para ser melhor que na véspera, extirpando toda imperfeição de sua alma; submeter todas as crenças ao controle do livre-exame e da razão, e nada aceitar pela fé cega; respeitar todas as crenças sinceras, por mais irracionais que nos pareçam, e não violentar a consciência de ninguém; ver, enfim, nas descobertas da Ciência, a revelação das leis da Natureza, que são as leis de Deus: eis o Credo, a religião do Espiritismo, religião que pode conciliar-se com todos os cultos, isto é, com todas as maneiras de adorar a Deus. É o laço que deve unir todos os espíritas numa santa comunhão de pensamentos, esperando que ligue todos os homens sob a bandeira da fraternidade universal.

  Com a fraternidade, filha da caridade, os homens viverão em paz e se pouparão males inumeráveis, que nascem da discórdia, por sua vez filha do orgulho, do egoísmo, da ambição, da inveja e de todas as imperfeições da Humanidade. O Espiritismo dá aos homens tudo o que é preciso para a sua felicidade aqui na Terra, porque lhes ensina a se contentarem com o que têm. Que os espíritas sejam, pois, os primeiros a aproveitar os benefícios que ele traz, e que inaugurem entre si o reino da harmonia, que resplandecerá nas gerações futuras.

  Os Espíritos que nos cercam aqui são inumeráveis, atraídos pelo objetivo que nos propusemos ao nos reunirmos, a fim de dar aos nossos pensamentos a força que nasce da união. Ofereçamos aos que nos são caros uma boa lembrança e o penhor de nossa afeição, encorajamentos e consolações aos que deles necessitem. Façamos de modo que cada um recolha a sua parte dos sentimentos de caridade benevolente, de que estivermos animados, e que esta reunião dê os frutos que todos têm o direito de esperar.

Allan Kardec

(*) A primeira parte deste discurso é tirada de uma publicação anterior sobre a Comunhão de pensamentos, mas que era preciso relembrar, por causa de sua ligação com a ideia principal.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A REENCARNAÇÃO NÃO ESTÁ NA BÍBLIA ?



  Na verdade, em várias passagens bíblicas há claras referências da REENCARNAÇÃO. Um exemplo está em Mateus, 16:13 a 14, onde Jesus perguntou aos discípulos: "QUE ANDAM DIZENDO DE MIM?" E eles responderam: "UNS DIZEM QUE O SENHOR É JOÃO BATISTA, OUTROS DIZEM QUE É JEREMIAS OU UM DOS PROFETAS." Neste trecho, podemos observar que os judeus acreditavam na reencarnação, mas com o nome de ressurreição. Eles acreditavam que Jesus poderia ser a reencarnação de João Batista, Elias, Jeremias ou um dos profetas. Um outro exemplo está em Mateus 17:10 "OS DISCÍPULOS DE JESUS LHE PERGUNTARAM: O QUE QUEREM DIZER OS DOUTORES DA LEI, QUANDO FALAM QUE ELIAS DEVE VIR? Jesus lhes explicou: "CERTAMENTE ELIAS VIRÁ PRIMEIRO, E RESTAURARÁ TODAS AS COISAS. MAS DIGO-VOS QUE ELIAS JÁ VEIO, E NÃO O CONHECERAM, MAS FIZERAM-LHE TUDO O QUE QUISERAM." Comenta Mateus em 17:13 "ENTÃO OS DISCÍPULOS COMPREENDERAM QUE JESUS LHES FALARA A RESPEITO DE JOÃO BATISTA." Nesta passagem, Jesus deixa claro que Elias, que muitos esperavam a volta, já veio, ou seja, já REENCARNOU, e já haviam feito com ele o que quiseram. Então, os discípulos entenderam que João Batista era a reencarnação de Elias.

  A doutrina do Carma e do Renascimento era aceita pela Igreja Cristã. Mas a história mudou no II Concílio de Constantinopla no ano de 553. Teodora a esposa do imperador Justiniano, por ter sido ela uma prostituta, suas ex-colegas se sentiam orgulhosas e decantavam tal honra. Mas esse fato revoltava Teodora, por isso mandou matar todas as quinhentas prostitutas de Constantinopla. Os cristãos da época passaram a chamá-la de assassina e a dizer que deveria ser assassinada, quinhentas vezes, em vidas futuras. Este seria seu carma por ter mandado assassinar suas ex-colegas. A partir daí, Teodora, passou a odiar a doutrina da Reencarnação e como mandava e desmandava em meio mundo através do seu marido, resolveu partir para a perseguição sem tréguas contra essa doutrina e contra o seu maior defensor entre os cristãos – Orígenes - cuja fama de sábio era motivo de orgulho dos seguidores do Cristianismo, apesar dele ter vivido quase 3 séculos antes. Justiniano e Teodora partiram para desestruturar a idéia da preexistência do espírito, com o que estariam, automaticamente, desestruturando a da Reencarnação. Então, Justiniano publicou um édito, em que expunha e condenava as principais idéias de Orígenes, sendo uma delas á da preexistência.

  A doutrina da Reencarnação é altamente consoladora, porque nos faz compreender que Deus é bom, justo e misericordioso. Ela explica que as dores e aflições ou alegrias e felicidades, são conseqüências de nossas ações, nesta ou em vidas anteriores. Exemplo: o alcoólatra tenderá a ressurgir na carne com graves disfunções no aparelho digestivo; o fumante tenderá a ter problemas de pulmão como asma, bronquite, câncer, etc.; o suicida, dependendo do tipo de morte escolhido, renascerá com determinadas deficiências, por exemplo: se der um tiro no peito, terá problemas relacionados ao órgão lesado como coração e pulmões; tiro na cabeça poderá renascer com problemas mentais; se ingerir veneno poderá renascer com lábio leporino; se incendiar o próprio corpo sofrerá graves problemas de pele, etc. Os que lesam o próximo também ressarcirão. Por exemplo: o violento poderá ressurgir paralítico; o maledicente terá dificuldades com a voz; os que usam a inteligência para o mal, poderão renascer com lesões cerebrais, etc. Mas, todo Bem, toda Caridade que estendermos ao próximo poderá diminuir nossos débitos. Exemplo: muitas mulheres estéreis, por ter abortado em vida anterior, reverteram o carma ao adotar uma criança. Então, acreditar na reencarnação nos força observar melhor as leis divinas, porque saberemos que o plantio é livre, mas a colheita obrigatória. Então perguntemos: “POR QUE NÃO ACREDITAR NA REENCARNAÇÃO? Alguém dirá, sem maiores argumentos: “PORQUE ELA NÃO ESTÁ NA BÍBLIA.” Então diremos: “ALÉM DE ESTAR, DEVEMOS LEMBRAR QUE O RÁDIO, A TV, O COMPUTADOR, ETC., TAMBÉM NÃO ESTÃO NA BÍBLIA, NEM POR ISSO DEIXAM DE EXISTIR. NÃO É PELO FATO DE ALGUMAS PESSOAS NÃO CREREM EM DEUS QUE ELE DEIXARÁ DE EXISTIR. ASSIM É A REENCARNAÇÃO, ELA EXISTE, CREIAM NELA OU NÃO.” "Ouça quem tem ouvidos de ouvir, veja quem tem olhos de ver.” – esclareceu Jesus. 

Fonte:  Grupo Allan Kardec

domingo, 2 de setembro de 2012

Ninguém Morre



Palestra: NINGUÉM MORRE
Palestrante: DJALMA SANTOS

No dia 03-06-2012, no LAR DE FREI LUIZ.

Estudo: Capitulo IV do Evangelho Segundo o Espiritismo: NINGUÉM PODERÁ VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER DE NOVO.

Direção: WILSON VASCONCELOS PINTO. (Presidente)

sábado, 1 de setembro de 2012

Pintura Mediúnica

Os vídeos estão divididos em 2 partes:




O quadro Dom Especial estreou na TV Xuxa em 17.Set.2011 com o médium espírita Lívio Barbosa cuja Pintura Mediúnica foi analisada por um psicólogo e parapsicólogo, um crítico de artes, e uma escritora espírita.

Dotado de uma rara sensibilidade paranormal, Lívio atua em diversos campos da mediunidade, como clarividência, clariaudiência, psicometria, psicografia, psicofonia, ectoplasmia, etc.

Pintura Mediúnica, ou Psicopictografia, é uma manifestação mediúnica pela qual um espírito se expressa através de um médium por meio de pinturas ou desenhos.

Alguns médiuns que lidam com Pintura Mediúnica: Florêncio Anton, Germano Rehder, Hércules Fernandes, José Medrado, Maria Gertrudes, Marilusa Vasconcelos, Dr. Orlando Padovan, Valdelice Salum.

Alguns artistas que se manifestam através da Pintura Mediúnica: Aleijadinho, Anita Malfati, Cézanne, Da Vinci, Dali, Degas, Edi Cavalcanti, Gauguin, Lasar Segal, Manet, Matisse, Modigliani, Monet, Miró, Picasso, Portinari, Rembrandt, Renoir, Reynolds, Sisley, Tarsila, Toulouse Lautrec, Van Gogh.

Allan Kardec - Livro dos Médiuns - Capítulo XVI:

Item 185. (...) a mediunidade apresenta uma variedade infinita de matizes, que constituem os chamados médiuns especiais, dotados de aptidões particulares, ainda não definidas, abstração feita das qualidades e conhecimentos do Espírito que se manifesta. (...)

Item 190 - Médiuns especiais para efeitos intelectuais
(...) Médiuns pintores ou desenhistas: os que pintam ou desenham sob a influência dos Espíritos. Falamos dos que obtêm trabalhos sérios, visto não se poder dar esse nome a certos médiuns que Espíritos zombeteiros levam a fazer coisas grotescas, que desabonariam o mais atrasado estudante.

Revista Espírita - Agosto.1858:
Os Espíritos levianos se comprazem em imitar. Na época em que apareceram os notáveis desenhos de Júpiter, surgiu grande número de pretensos médiuns desenhistas, que Espíritos levianos induziram a fazer as coisas mais ridículas. (...) Muitos outros se divertiram fazendo que os médiuns pintassem supostos retratos, que eram verdadeiras caricaturas.