terça-feira, 5 de março de 2013

Os Males da Fofoca


  O homem é dono do que cala porque é ele quem manda sua língua agir, ela não age por vontade própria, nem destila veneno no falar por rebeldia contra as ordens cerebrais, mas o faz por vontade própria do homem que pensa nem que seja um milésimo de segundo antes de falar, mas nem sempre reflete sobre o que pensou.

  O homem é escravo do que fala porque sua língua o condena e o denuncia, ela põe para fora o que há de bom ou de ruim em seu coração, ela é a transmissora dos pensamentos mais íntimos do ser e pode muito bem nos colocar em situações delicadas, as quais nos tornam bons ou maus diante dos que nos rodeiam.

  Ora, como podeis falar da maldade e alguém quando na verdade és tu quem viestes falar mal de outrem? Observai pois, que todo aquele que fofoca, que fala mal de alguém, não pode ser melhor do que o coitado que muitas das vezes não está ali para se defender.

  Pela nossa fala transmitimos emoções, sentimentos, caráter e nos mostramos verbalmente o que há em nosso interior mais profundo. É quando falamos mal de fulano que perdemos a credibilidade, a amizade, a confiança e que nos fazemos arrogantes e hipócritas.

  Conhece-se o caráter de alguém pela forma como ele se comporta, fala e  até mesmo pelo seu simples olhar.

  Quando dizemos para não julgar para não serdes julgado, o fazemos justamente para que tu penseis duas vezes antes de acusar ou falar mal de alguém, pois ao fazê-lo estarás abrindo margem para que te julguem também.

  Procuremos deixar os erros dos outros para os outros, busquemos corrigir os nossos próprios erros. Ora, já não somos imperfeitos o bastante para nos ocuparmos com nossas imperfeições? Então por que temos que ficar cuidando da vida dos outros?

  A cada um é concedido a oportunidade do silêncio, mas poucos a aproveitam.




2 comentários:

  1. A boca fala do que o coração está cheio!

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  2. Como dizia Jesus: não é o que entra pela boca que faz mal ao próximo, mas sim o que sai dela. Entendemos por isso que é o que vem do coração e sai como palavras que pode ferir.

    Esse ensinamento era dado aos fariseus que criticavam Jesus e seus discípulos por comerem com as mãos sujas, ou seja, davam mais importância para às impurezas materiais que adentravam a boca do que às impurezas que saiam de seus corações.

    Obrigado pelo seu comentário!

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