quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A Lei cuida de todos

  Em uma apreciação rasa das ocorrências do mundo, talvez pareça que as injustiças imperam.
  Entretanto, a ordem cósmica é perfeita e ninguém consegue burlar seus imperativos.
  Não há como negar que os homens erram, em sua imperfeição.
  Às vezes utilizam a liberdade de modo infeliz e causam dores na vida do próximo.
  Mas absolutamente ninguém se furta de assumir as consequências de todos os seus atos.
  Ações dignas se convertem em bênçãos e luzes.
  Desafios vencidos, com coragem e dignidade, abrem portas para fases mais ricas da existência imortal.
  O mesmo se dá com relação aos equívocos, apenas com outra conotação.
  Tudo o que se faz, diz e pensa, tem consequências.
  A influência que se exerce no mundo vincula o porvir.
  Quem incentiva o vício, semeia a dor ou delapida os tesouros da vida, prepara dias de angústia para si próprio.
  Contrariamente ao que por vezes se pensa, o propósito da Lei Divina não é punir.
  Ela objetiva educar, corrigir e levar o faltoso à reparação.
  A dor, como resultado do equívoco, é apanágio de quem se nega a retificar o que fez.
  Isso não implica que o ato de reparar, embora não tenha necessariamente uma conotação dolorosa, seja fácil.
  Tudo depende da gravidade dos desdobramentos do ato praticado.
  Imagine-se que um homem induz outro a desenvolver determinado vício ou a adotar certa conduta leviana.
  O primeiro vincula-se aos reflexos de seu agir inconsequente.
  O segundo pode ter estrutura moral mais frágil e se complicar de modo grave.
  Talvez ponha a perder o equilíbrio de sua família e a própria saúde.
  Quem o induziu ao despenhadeiro terá de auxiliá-lo na caminhada de retorno.
  Assim, convém prestar muita atenção na influência que se exerce sobre o semelhante.
  Nunca se sabe o quanto os próprios atos, exemplos e palavras podem ser impactantes.
  Quem se faz instrumento do mal lança algo em direção ao futuro.
  O único modo de impedir o retorno, na forma de aflições, é se dispor rapidamente à reparação.
  Uma vez consciente do equívoco, impõe-se assumir corajosamente as consequências.
  Providências nobres, voltadas à reconstrução da harmonia, constituem o amor que cobre a multidão de pecados, no dizer evangélico.
  Tendo em mente a perfeição da ordem cósmica, não há razão para se angustiar com as aparentes injustiças do mundo.
  Certamente convém agir para que elas sejam minoradas e o mal gradualmente se extinga.
  Contudo, tal pode se dar em regime de tranquilidade e confiança em Deus.
  Afinal, se cada um é livre para fazer o que deseja, a Lei cuida de todos.

Pense nisso.

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