sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Mulheres - O papel destas guerreiras.


  No mundo existem diversos tipos de mulheres. Existem as que curam com a força do seu amor e as que aliviam dores com a sua compaixão. Foram exemplos Irmã Dulce, na Bahia e Madre Tereza, na Índia.

  Existem mulheres que cantam o que a gente sente e as que escrevem o que a gente sente.

  Há muitas mulheres glamourosas, como o foi Lady Di e mulheres maravilhosas que deixam lições eternas, como Eunice Weaver e Madame Curie.

  Existem mulheres que fazem rir, e mulheres talentosas no Teatro, nas telas dos cinemas, nos palcos do Mundo.

  Entre tantos tipos de mulheres existem as que não são conhecidas ou famosas. Mulheres que deixam para trás tudo o que têm, em busca de uma vida nova. Lembramos das nossas nordestinas e sua luta constante contra a adversidade, para que os filhos sobrevivam.

  Mulheres que todos os dias se encontram diante de um novo começo, que sofrem diante das injustiças das guerras e das perdas inexplicáveis, como a de um filho amado, pela tola disputa de um pedaço de terra, um território, um comando.

  Mães amorosas que, mesmo sem terem pão, dão calor e oferecem os seios secos aos filhos famintos. Mulheres que se submetem a duras regras para viver.

  Mulheres que se perguntam todos os dias, ante a violência de que são vítimas, qual será o seu destino, o seu amanhã.

  Mulheres que trazem escritos nos sulcos da face, todos os dias de sua vida, em multiplicadas cicatrizes do tempo.

  Todas são mulheres especiais. Todas, mulheres tão bonitas quanto qualquer estrela, porque lutam todos os dias para fazer do mundo um lugar melhor para se viver.

  Entre essas, as que pegam dois ônibus para ir para o trabalho e mais dois para voltar. E quando chegam em casa, encontram um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.

  Mulheres que vão de madrugada para a fila a fim de garantir a matrícula do filho na escola.

  Mulheres empresárias que administram dezenas de funcionários de segunda a sexta e uma família todos os dias da semana.

  Mulheres que voltam do supermercado segurando várias sacolas, depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.

  Mulheres que levam e buscam os filhos na escola, levam os filhos para a cama, contam histórias, dão beijos e apagam a luz.

  Mulheres que lecionam em troca de um pequeno salário, que fazem serviço voluntário, que colhem uvas, que operam pacientes, que lavam a roupa, servem a mesa, cozinham o feijão e trabalham atrás de um balcão.

  Mulheres que criam filhos, sozinhas, que dão expediente de oito horas e ainda têm disposição para brincar com os pequenos e verificar se fizeram as lições da escola, antes de colocá-los na cama.

  Mulheres que arrumam os armários, colocam flores nos vasos, fecham a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantêm a geladeira cheia.

  Mulheres que sabem onde está cada coisa, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para dor de cotovelo do adolescente.

  Podem se chamar Bruna, Carla, Teresa ou Maria. O nome não importa. O que importa é o adjetivo: mulher.

* * *

  A tarefa da mulher é sempre a missão do amor, estendendo-se ao infinito. Tal tarefa pode ser executada no ninho doméstico, entre as paredes do lar, na empresa, na universidade, no envolvimento das ciências ou das artes.

  Onde quer que se encontre a mulher, ali se deverá encontrar o amor, um raio de luz, uma pétala de flor, um aconchego, um verso, uma canção. Pense nisso.

Fonte: R.M.E.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Presente para Jesus


  Acordei neste novo dia de Dezembro com vontade de comprar um presente para Jesus, afinal, não existe maior amigo que o Mestre dos Mestres, e no dia 25 o aniversário é Dele.

  Sai cedo de casa e fui ao maior shopping center da cidade, pensei primeiramente numa camisa branca, mas quando vi que o branco mais branco da Terra ainda era cinza perto da sua pureza, fiquei com vergonha e desisti.

  Em outra vitrine vi um sapato de couro, lindo e caríssimo, mas quando lembrei dos seus pés calçados pelas sandálias da missão cumprida, achei que não existiria na Terra algo tão confortável que merecesse seus pés.

  Uma caneta, foi isso que a próxima vitrine me apresentou, uma linda caneta de marca famosa, seria um lindo presente, mas lembrei-me que Ele nunca escreveu nada, tudo que Ele falou, mostrou na prática, servindo e amando sempre.

  Lembrei-me, que um dia Ele falou que não tinha sequer um travesseiro para recostar sua cabeça, e pensei no melhor travesseiro de plumas de uma loja especializada em sono, era importado e muito confortável, mas lembrei-me que os justos dormiam tranqüilos e que Ele jamais usaria o travesseiro.

  E, assim fui olhando as vitrines, abotoaduras de ouro, malas de viagem, bebidas finas, comidas importadas, tudo supérfluo, tudo matéria que o tempo iria corroer.

  Confesso que sai um pouco chateado do Shopping, afinal eu saíra para comprar um presente para Você Jesus, e não havia achado nada.

  Na porta do Shopping um menino muito miudinho sorriu para mim, perguntou meu nome e eu o dele, ele riu e me estendeu a mão, tinha o rosto muito sujo, as mãos encardidas, perguntei pela sua mãe, ele deu de ombros, sobre o pai, nem sabia onde estava…perguntei se ele queria tomar um lanche, ele sorriu um sim, pegou na minha mão.

  Na porta do Shopping olhou para suas roupas e olhou para mim, sabia que não estava corretamente vestido, peguei-o no meu colo, era a senha para ser feliz, seus olhinhos
miúdos percorriam aquelas luzes, enfeites e pessoas bonitas como se fosse um filme de Walt Disney…

  Na lanchonete sentou na cadeirinha giratória e sorriu como “reizinho”, e entre uma montanha de batatas fritas, ríamos felizes como dois velhos amigos.

  Falamos sobre bolinha de gude, pipas e bola de futebol, coisas importantes para o ser humano, principalmente quando somos crianças. Devoramos dois lanches, e quando perguntei se ele queria um sorvete gigante como sobremesa, seus olhos brilharam feito o sol, pedi um instante, fui até o caixa, quando voltei com os sorvetes na mão ele já não estava ali… Por instantes pensei que ele tinha ido ao banheiro, ou estaria olhando a lanchonete, mas não estava ali mesmo.

  Foi quando sobre a caixa de batatas vazias vi um papelzinho, um bilhetinho escrito com letra miúda que dizia assim:

  “Obrigado pelo melhor presente de aniversário que poderia me dar:
Fizeste feliz um dos pequeninos do mundo!
 ”
assinado,
Jesus


  “E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um destes pequeninos, na qualidade de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa
Mateus 10:42
Deus abençoe seu coração,

Fonte: Meu Anjo

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A importância da mudança.


  Ano novo, vida nova, novas promessas, novos anseios, todos os fazemos ao término de um ano, mas nem todos os cumprimos ao iniciar do novo ano.

  O ser humano é dotado de muitas boas qualidades, mas residem nele também as más qualidades, frutos de imperfeições e desvios ocasionados no decorrer da vida, nas escolhas feitas pelo caminho.

  Se fazemos as promessas de mudança, é porque reconhecemos que há realmente a necessidade de que ocorram, então por que não darmos uma atenção especial a estas necessidades?

  Se cada um de nós escolhermos uma imperfeição a ser corrigida e trabalhada durante cada semana do ano, poderemos ter uma melhora visível e gradual de comportamento, pensamento e atitude.

  Nós falhamos em nos reformarmos porque queremos mudar tudo de uma única vez. Calma, não se afobe, pois leva-se tempo para conseguir superar uma imperfeição, que diria então de todas?

  A ansiedade em mudar rapidamente é inimiga cruel do sucesso, devemos buscar refletir, encontrar primeiro quais são as nossas falhas, para depois enumerá-las em uma lista, dedicarmos então um tempo para a remoção de uma a uma, sem pressa, sem desespero, com a consciência de que não alcançaremos a perfeição nessa encarnação, mas que temos plena capacidade de nos tornarmos melhores.

  Se dizemos que somos orgulhosos, ótimo, pois já o reconhecemos e isso é um grande passo, agora devemos tentar ser mais humildes. Refletir antes, durante e após cada ação.

  Quer mesmo mudar para melhor? Faz então igual a Santo Agostinho que ao deitar na cama ao término de cada dia, questionava a sua própria consciência: Que fiz eu de bom para o meu próximo hoje? E, que fiz eu de mau para com ele?

  Ao entendermos o que fizemos de bom ou de mau no dia, fica muito mais fácil para corrigirmos do que se chegarmos no fim do ano e perguntarmos: Que fiz no ano todo de bom e de mau? Será que conseguimos lembrar? E se lembrarmos, será que vamos ter calma para corrigir tantos erros? Obviamente que não.

  Por essas e outras é que a mudança deve ocorrer lentamente, dia a dia, semana a semana, mês a mês. Removendo uma imperfeição por vez, todos podemos conseguir.

  Podemos mudar em todos os aspectos. Há pessoas que dizem que jamais deixarão de errar, que não conseguirão, que é impossível. Não é verdade, todos podemos conseguir superar os males que existem dentro de nós, mas para isso é preciso determinação, é preciso ter vontade, pois é na vontade que começamos e é na ação que terminamos.

  Como posso eu deixar de ser mesquinho se não tenho vontade? Agora, se realmente desejo e estou determinado a fazê-lo, então é bem mais fácil por em prática os meus ideais. Comece, portanto, querendo mudar e tão logo puder, comece a agir, sempre interrogando a consciência ao término de cada dia e agradecendo a Deus e a Jesus pela bendita oportunidade de melhoria a nós concedida nesta vida.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A coragem da fé.


  Todo aquele que confessar crer no Cristo, este será lembrado por Jesus ao Pai, mas o que o renegar, este também será renegado.

  Jesus nos chamava a atenção às dificuldades morais da época e que se estendem até os dias de hoje, quando se fala em crer em Jesus, não são todos os que podem falar abertamente, pois há reprimendas, há hipocrisia, há descrença por parte das pessoas.

  Preciso é que o Cristão haja com naturalidade, que não tenha medo de dizer a fé que tem, logicamente sem querer impor nada, mas nunca negando que crê no salvador que morreu na cruz.

  Nos dias de hoje, não sofremos mais as perseguições, ao menos em nosso país, que levaram os Cristãos à morte no passado. Nos dias de hoje, sofremos o assédio moral, mas por consequência de nossos próprios erros.

  O crente que fanaticamente tenta impor a sua fé, torna-se tão chato e desagradável que acaba por criar nas pessoas uma resistência a ouvirem falar sobre Jesus. Logo pensam: lá vem você com esse papinho de crente fanático. Essa é a fé cega, que não raciocina, que serve apenas como lavagem cerebral.

  É preciso ter discernimento e saber o momento e a forma correta de levar Jesus aos corações aflitos. É preciso aprender a respeitar as crenças alheias, é preciso deixar o fanatismo tão combatido por Jesus e levar a verdadeira fé no coração e nos atos, mas somente se for preciso, usaremos das palavras.

  O importante é o Cristão não negar a Jesus, nem nos atos, nem nas palavras e muito menos nos pensamentos. É importante não nos revoltarmos contra as adversidades da vida. É importante termos a fé maior que o grão de mostarda, afim de que possamos contagiar o próximo pelo bom exemplo de conduta.

  Quando alguém grita pra você: "Jesus te ama!", eu digo: "Pobre coitado de ti!", primeiro porque quer impor essa crença, segundo porque ninguém me deu esse privilégio, não é mesmo? Jesus ama a todos nós!

  Pensemos nisso e reflitamos sobre a forma como aceitamos ou negamos o Cristo em nossas vidas. Pensemos em como falamos do bem que Ele nos fez e também em como exemplificamos aos que nos rodeiam a forma como nós seguimos os passos benditos do Nazareno humilde.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A reação pode agravar a situação.


  Abuzit, famoso naturalista, morava em Genebra.
  Todas as manhãs, com a maior cautela, ele media a pressão do ar e anotava-a cuidadosamente.
  Assim ele procedia, seguindo a marcha de seus estudos, ha vinte e dois anos.
  Um dia, uma nova criada começou o serviço por uma grande limpeza no seu gabinete de trabalho.
  Abuzit, ao entrar, perguntou-lhe preocupado: "onde você pôs os papéis que estavam aqui, junto ao barômetro?"
  "Queimei-os, senhor." - respondeu a moça com tranqüilidade -"estavam sujos e amarelados.
  Mas não se preocupe, patrão, porque coloquei papel limpo no lugar deles."
  O naturalista, num relance, deu-se conta do desastre.
  A jovem, por ignorância, havia atirado ao fogo todas as tabelas numéricas, destruindo o trabalho metódico e paciente de vinte e dois anos.
  O que lhe disse, então o sábio?
  Cruzou os braços, quem sabe para reprimir a tempestade que ameaçava se desencadear nele, e depois falou-lhe com serenidade: "você acaba de atirar ao fogo o resultado de vinte e dois anos de trabalho.
  De hoje em diante, peço-lhe encarecidamente que não toque em coisa alguma que estiver no meu gabinete."
  Reagir violentamente às ofensas e aos prejuízos que nos atingem as fibras mais íntimas não resolve os dramas estabelecidos.
  Ao contrário, em geral a reação violenta costuma causar novos males, em um ciclo contínuo.
  Paulo, o apóstolo dos gentios, orienta-nos que não devemos deixar que o sol se ponha sobre nossa cólera.
  Jesus, irmão e mestre, convida-nos à reconciliação com os nossos inimigos, enquanto estamos a caminho.
  Ele nos ensina que o sacrifício mais meritório aos olhos de Deus é aquele que diz respeito ao ressentimento superado pela criatura.
  Questionado sobre tal tema, Jesus afirmou que devemos perdoar não apenas sete vezes a ofensa recebida, mas sim, setenta vezes sete vezes.
  Estabeleceu, assim, o perdão incondicional e ilimitado.
  O exercício do perdão ensina às criaturas o esquecimento de si mesmas, tornando-as invulneráveis às injúrias e aos maus procedimentos.
  Além disso, o mérito do perdão é proporcional à gravidade do mal sofrido.
  Não há nenhum merecimento em relevar agravos que não passam de simples arranhões e que não nos atingiram efetivamente.
  Tampouco pode o perdão das injúrias ser um termo vão, que atinge apenas os lábios.
  O verdadeiro perdão é aquele que lança um véu sobre o passado, esquecendo completa e absolutamente qualquer ofensa.
  Somos responsáveis também pelos nossos pensamentos, os quais, todos, são conhecidos do Pai Criador, que sabe o que pulsa no coração de cada um de seus filhos.
  Ele não se satisfaz com meras aparências, sondando o recesso de nossos corações e nossos mais secretos pensamentos.
  Extirpemos de nossa intimidade qualquer sentimento de rancor, a fim de sermos merecedores do perdão que nós próprios pleiteamos perante Deus.

  Pense nisso!
Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si próprio.
Perdoar aos amigos é dar-lhes uma prova de amizade.
Perdoar as ofensas é mostrar-se melhor do que era.
Perdoemos a fim de que Deus nos perdoe, porque se formos intransigentes e inflexíveis para com nossos irmãos, como poderemos querer que o pai seja indulgente para com as nossas faltas?
Pensemos nisso!

Fonte: R.M.E.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O óbolo pesa mais do que o ouro abundante.


  O óbolo do pobre, que dá o pouco que tem, pesa mais do que o ouro do rico, que dá sem se privar de nada.

  Não desmereçamos a caridade feita por aqueles que têm em abundância, mas  compreendamos que o esforço em doar algo sabendo que pouco se tem é mais louvável aos olhos de Deus.

  A caridade pode ser feita de muitas formas e aquele que pouco possui ou nada tem para doar pode dar muito se pensar no sorriso, na palavra de conforto, no tempo que disponibiliza, na parte do trabalho que dedica ao necessitado.

  É muito fácil nos livrarmos do supérfluo, mas é muito difícil compartilharmos o necessário. Há muito mérito em quem o faz, pois priva-se de algumas coisas para ver a alegria no próximo.

  Todos podemos fazer algo de útil para alguém, todos podemos ser bons, fazermos a caridade, basta querermos.

  Lembremos do Cristo que recebia ofertas de muito dinheiro dos ricos, mas que deu a lição de que a mais generosa caridade foram as duas moedas simples doadas pela pobre viúva, porque ela doava o pouco que tinha, privava-se de luxo e conforto, para compartilhar com o próximo o pouco de sua alegria nesta vida.

  Vivemos num mundo em que achamos que o rico tem a obrigação de doar e o pobre tem o direito de acumular, mas não seriamos todos nós iguais perante Deus? Não deveríamos então todos nós compartilharmos ao invés de acumularmos bens perecíveis? Onde está o verdadeiro espírito Cristão que só aparece na época do Natal, tornando o homem que o ano todo abusou do que tinha, para se mostrar singelamente caridoso por poucos minutos?

  Acaso a caridade tem época certa? Será que o teu próximo só sofre no Natal? Por que não doar um pouco do seu tempo, do seu carinho, da sua companhia, do seu pão que sobra a mesa com alguém nos demais meses do ano?

  Se a porta hoje ainda é estreita, é justamente porque todo mundo só quer passar por ela no Natal, mas se cada um fizesse a caridade o ano todo, talvez nossa porta fosse bem mais larga.

Obs.: A palavra óbolo significa: 1 Pequena moeda da antiga Grécia. 2 Pequeno donativo ou esmola.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Antes perdoa, depois pede!




  Todo aquele que deseja ser perdoado por Deus, precisa primeiro, perdoar seu irmão, afim de que Deus possa ser justo e dar-lhe o mesmo perdão que um dia concedeu a outrem.

  Sem esse ato tão magnífico que visa compreender e aceitar as imperfeições do próximo, o espírito não galgará nenhum degrau, pois o perdão é parte fundamental dos ensinamentos de amor que Jesus deixou-nos.

  Não devemos perdoar da boca para fora, nem o fazê-lo por ostentação visando ser admirados pelos que nos rodeiam, mas devemos perdoar as faltas, sejam elas quais forem, de todo o coração afim de que não carreguemos conosco a mágoa e o rancor tão prejudiciais a nós.

  Sabemos que muitas vezes a falta é tão grave ao teus olhos que impossível se parece perdoar alguém, mas lembra-te de que todos somos imperfeitos e que se não erramos como ele nesta vida, podemos tê-lo feito em outra, portanto, perdoe e de o exemplo de humildade que o Mestre nos ensinou tantas vezes.

  Reconcilia-te com o teu próximo para que não sofras calado as dores do teu orgulho. Somente o humilde é que não recebe a ofensa, ele sofre por ver o irmão ofensor agindo de maneira desagradável, mas não guarda sentimentos de repugnância, pois não aceita as ofensas. Perdoa sempre antes mesmo de que lhe seja dirigida a ofensa e então a paz estará convosco.

  Exercita o perdão sempre que lhe for oferecida a provação. Não recuses a linda oportunidade de progredir, auxiliando o teu irmão a compreender que só o amor pode cobrir a multidão de pecados.

  Que Deus possa nos perdoar um dia, pois somos tão pecadores, tão falhos, tão errantes que longe estamos de sermos dignos de lhe implorar por perdão. Sejamos antes, esforçados no caminho da redenção.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Quem é o verdadeiro espírita?


  "Se muitos dos chamados ao Espiritismo se extraviaram, por qual sinal se reconhece aqueles que estão no bom caminho?

  Vós os reconhecereis pelos princípios de verdadeira caridade que eles professarão e praticarão; vós os reconhecereis pelo número das aflições às quais eles terão levado consolações; vós os reconhecereis pelo seu amor ao próximo, pela sua abnegação, pelo seu desinteresse pessoal; vós os reconhecereis, enfim, pelo triunfo dos seus princípios, porque Deus quer o triunfo da sua lei; aqueles que seguem suas leis são seus eleitos, e ele lhes dará a vitória, mas esmagará aqueles que falseiam o espírito dessa lei e fazem dela um  meio para satisfazer sua vaidade e sua ambição." (Erasto - em O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XX).

  Assim como em todas as crenças, há os falsos espíritas. Pessoas que vão às casas espíritas, mas que não estão lá de corpo e alma. Pensam na vida, pensam nos problemas, pensam nas férias, mas não pensam em Jesus, nem em Deus, nem no próximo ao lado que pode estar carente de auxílio. E isso não se aplica somente aos que assistem as palestras, mas também aos trabalhadores da casa.

  Reconhece-se o verdadeiro espírita justamente pelas ações dele, pois é caridoso, é atencioso, é dedicado, é amigo, é irmão, é alegre, é seguidor dos exemplos do Cristo.

  Mas, se conhecemos um espírita que não age como deveria, não o julgue, mas oferece-lhe esta reflexão, contida no próprio Evangelho Segundo o Espiritismo. Dá a água que mata a sede, a água que vem de Jesus, para que ele entenda que precisa retomar o caminho, pois só o trabalho dignifica o homem.

  O espírita sem caridade, é como a comida sem o tempero, pode até saciar, mas não tem a essência do sabor que o paladar venha a conquistar. Só a aplicação na semeadura do amor pode nos libertar de tantos males que ainda carregamos em nossos corações. Jesus sempre nos convidou ao trabalho, então vamos, é hora chegada, é oportunidade concedida, não desperdiça-a.

  Se possível, junta o irmão de outra crença também, dá a mão ao evangélico, ao católico, ao budista, etc... unam-se na caridade, façam o amor fluir, quebrem o preconceito e sejam todos irmãos perante Deus.

  A árvore só dá bons frutos, se a árvore for boa. Torna-te então a boa árvore, senão poderás ser ceifado antes mesmo de começar a dar os frutos.

  Espíritas, acolham vossos irmãos com respeito e com amor, orientando à luz da doutrina espírita e do evangelho de Jesus, falando de coração para coração, amenizando os sofrimentos alheios, curando as feridas d'alma e praticando a verdadeira cristandade.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O suicídio, uma falsa ilusão materialista.


  As doutrinas materialistas tentam por um termo a vida, tirando-nos a perspectiva de uma continuação após a morte. Visam sempre levar-nos ao nada, tentando provar que só esta vida existe e que quem sofre nesta vida, pode por um termo a ela, pois o suicídio lhe extinguiria as dores.

  Mas não há verdade nessas doutrinas, pois que não existe o nada. Basta olharmos ao nosso redor e veremos que tudo é real. E mesmo a vida espiritual que não nos é apresentada a vista dos olhos da carne, é de certa forma apresentada às sensações que temos, numa certeza de que a vida continua, que vem lá de dentro da alma.

  O Espiritismo vem justamente para combater a ideia do suicídio, provando-nos que se pormos um termo ao nosso sofrimento nesta vida, agregaremos mais complicações e mais sofrimento ainda, justamente porque a vida continua após o desencarne, não sendo portanto correto o suicídio.

  O homem quando se desespera, tenta muitas vezes encontrar uma solução, mas se está preso a algo materialista, logo vê que é perecível e não vê um futuro. Quando este descobre pelo Espiritismo a vida eterna, entende que precisa ter fé e resignação, que os sofrimentos temporários irão passar e que se os vencer agora, livre deles se encontrará um dia.

  Graças a espiritualidade, também compreendemos que as penas eternas do fogo do inferno não existem. Como poderia a alma que é fluídica e etéria queimar no fogo que é feito de matéria densa? E mesmo que isso fosse possível, o que não é, como poderia ser justo o nosso Deus de bondade e amor, se não concedesse ao filho pecador e arrependido nova chance?

  Mesmo o suicída, tem nova chance. Mas não se livra do atentado contra a vida, pois agrava suas faltas e precisará expiar por mais tempo. Se a dor física lhe era penosa na terra, não imagina ele a dor moral pela sua fraqueza.

  Portanto irmão, levanta a tua cabeça agora, eleva teus pensamentos ao Cristo que tanto nos consola, chora as tuas lágrimas represadas no coração, pede calma, paciência e resignação e luta contra todas as tendências de fraqueza e de vontade de se suicidar, lembrando-se de que a vida há de continuar, por bondade Daquele que tanto te ama.

  Recusa qualquer ideia prejudicial a ti, livra-te de qualquer pensamento materialista, esforça-te em recuperar tua coragem e atende à sugestão de Jesus: Vinde a mim, vós que estais sobrecarregados, pois eu vos aliviarei!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A parábola da rosa.


  Certa vez, um homem plantou uma roseira e passou a regá-la constantemente.
  Assim que ela soltou seu primeiro botão que em breve desabrocharia, o homem notou espinhos sobre o talo e pensou consigo mesmo: "como pode uma flor tão bela vir de uma planta rodeada de espinhos?"
  Entristecido com o fato, ele se recusou a regar a roseira e, antes mesmo de estar pronta para desabrochar a rosa morreu.
  Isso acontece com muitos de nós com relação à nossa semeadura.
  Plantamos um sonho e, quando surgem as primeiras dificuldades, abandonamos a lavoura.
  Fazemos planos de felicidade, desejamos colher flores perfumadas e, quando percebemos os desafios que se apresentam, logo desistimos e o nosso sonho não se realiza.
  Os espinhos são exatamente os desafios que se apresentam para que possamos superá-los.
  Se encontramos pedras no caminho é para que aprendamos a retirá-las e, dessa forma, nossos músculos se tornem mais fortes.
  Não há como chegar ao topo da montanha sem passar pelos obstáculos naturais da caminhada. E o mérito está justamente na superação desses obstáculos.
  O que geralmente ocorre é que não prestamos muita atenção na forma de realizar nossos objetivos e, por isso, desistimos com facilidade e até justificamos o fracasso lançando a culpa em alguém ou em alguma coisa.
  O importante é que tenhamos sempre em mente que se desejamos colher flores, temos que preparar o solo, selecionar cuidadosamente as sementes, plantá-las, regá-las sistematicamente e, só depois, colher.
  Se esperamos colher antes do tempo necessário, então a decepção surgirá.
  Se temos um projeto de felicidade, é preciso investir nele. E considerar também a possibilidade de mudanças na estratégia.
  Se, por exemplo, desejamos um emprego estável, duradouro, e não estamos conseguindo, talvez tenhamos que rever a nossa competência e nossa disposição de aprender.
  Não adianta jogar a culpa nos governantes nem na sociedade, é preciso, antes de tudo, fazer uma avaliação das nossas possibilidades pessoais.
  Se desejamos uma relação afetiva duradoura, estável, tranqüila, e não conseguimos, talvez seja preciso analisar ou reavaliar nossa forma de amar.
  Quando os espinhos de uma relação aparecem, é hora de pensar numa estratégia diferente, ao invés de culpar homens e mulheres ou a agitação da vida moderna, ou simplesmente deixar a rosa do afeto morrer de sede.
  Há pessoas que, como o homem que deixou a roseira morrer, deixam seus sonhos agonizarem por falta de cuidados ou diminuem o seu tamanho. Vão se contentando com pouco na esperança de sofrer menos.
  Mas o ideal é estabelecer um objetivo e investir esforços para concretizá-lo.
Se no percurso aparecer alguns espinhos, é que estamos sendo desafiados a superar, e jamais a desistir.
***
  Quem deseja aspirar o perfume das rosas, terá que aprender a lidar com os espinhos.
  Quem quer trilhar por estradas limpas, terá que se curvar para retirar as pedras e outros obstáculos que surjam pela frente.
  Quem pretende saborear a doçura do mel, precisa superar eventuais ferroadas das fabricantes, as abelhas.
  Por tudo isso, não deixe que nenhum obstáculo impeça a sua marcha para a conquista de dias melhores.

Fonte: R.M.E.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Na inércia do egoísmo, a corrosão da virtude ocorre devagarinho.


  Não basta uma virtude negativa, é preciso uma virtude ativa; para fazer o bem, é preciso sempre a ação da vontade; para fazer o mal, basta, frequentemente, apenas a inércia e a negligência.

  Não é de hoje que somos convidados ao trabalho edificante da caridade. De todos os grandes líderes religiosos, vemos em comum sempre a orientação para que a semente de amor seja propagada.

  O Cristão, acima de tudo, tem o dever de buscar na caridade a oportunidade de praticar o que aprende em seus estudos.

  Quem permanece quieto, imóvel, indiferente a dor alheia, mesmo que não faça maldade alguma, ainda assim está fazendo o mal, porque sabe que precisa fazer o bem, mas nega esse socorro ao próximo.

  Não adianta dizer a Deus que não faz mal a ninguém se também não faz o bem a ninguém. É preciso laborar, é preciso desenvolver, é preciso aplicar para que a ação do bem chegue ao coração sofrido.

  O hipócrita diz: nada tenho a ver com isso. O virtuoso diz: eis ai uma grande oportunidade de fazer o que é bom, para mim e para o meu irmão, assim como o mestre me ensinou, a 2000 anos atrás, com humildade e compaixão.

  Toda virtude é uma qualidade que o espírito conquista ao longo da vida. É como um presente que ganhamos com muito carinho de Deus. Mas tal como o presente, não deve ser guardado a sete chaves, porque tem um propósito e precisa ser posto em uso. Quem é que ganha um carro de presente para ficar guardado na garagem? Quem é que ganha uma panela para ficar guardada no armário?

  Vai e pratica a caridade, doe amor, siga Jesus onde quer que for. Vá e pregue o evangelho pelo exemplo, mas se for preciso e somente se realmente for preciso, fale.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Do perdão surge a paz na consciência.


  Jesus, o justo por excelência, responde a Pedro: Perdoarás, mas sem limites; perdoarás cada ofensa, ainda que a ofensa te seja feita frequentemente; ensinarás aos teus irmãos esse esquecimento de si mesmo que os torna invulneráveis, contra o ataque, os maus procedimentos e as injúrias; serás brando e humilde de coração, não medindo jamais a tua mansuetude; farás, enfim, o que desejas que o Pai celestial faça por ti; não tem ele de te perdoar frequentemente, e conta o número de vezes que seu perdão desce para apagar tuas faltas?

  Melhor seria não termos que perdoar, é verdade, pois se há esta necessidade, há também a ofensa, a qual deveria ter sido evitada.

  Mas, se houve a ofensa, não significa que temos que perdoar, pois para evitarmos essa necessidade, amansemos o nosso coração afim de não gerarmos a mágoa, de não aceitarmos a ofensa, de sequer nos chatearmos com as atitudes erradas de nossos irmãos, perdoando antes mesmo de sermos ofendidos.

  Quanto mais nos esforçarmos em amar, menos teremos que perdoar, pois mais conseguiremos compreender que todos somos imperfeitos e que todos temos que melhorar dia após dia.

  Seja 1, sejam 10, sejam milhares de vezes, o perdão não tem limites, pois quantas vezes nós erramos e recorremos a Deus para lhe pedir perdão? Seria justo nós fazermos isso com tanta frequência e ainda assim não perdoarmos algumas faltas do próximo?

  Sei que não é fácil para quem ainda não tem essa condição de invulnerabilidade, pois há os que se magoam até com um olhar diferente. Porém, temos que deixar a posição de vítima do mundo, de injustiçados pela natureza, de coitados que somos, para mostrarmos a força que vem do nosso coração para superar todas as amarguras e vencer toda e qualquer provação.

  O perdão de hoje concedido, pode ser a oportunidade do perdão de amanhã recebido. Trabalhemos para que não precisemos ser perdoados, mas não julguemos se necessário for perdoarmos.

  Conservar a consciência tranquila, livre de mágoas e rancores, é encontrar a paz de espírito de uma vida reta que não julga, que não guarda males, mas que busca servir com humildade e é indulgente para com os que necessitam de amor.

  Lembre-se, um perdão sincero é o correto, um perdão falso não terá peso algum na medida em que você mesmo um dia será julgado pelos teus atos e pensamentos. Não podemos esconder de Deus, o que há em nossos corações.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Um festim para os necessitados ou para os abençoados?


 "Quando fizeres um festim, reúna os pobres e os estropiados."

  Em uma de suas linguagens figurativas encontradas tantas vezes nos textos bíblicos, Jesus nos ensina a darmos uma festa aos coxos, aos mendigos, aos necessitados.

  Também nos fala para não convidarmos os amigos, os parentes, os vizinhos ricos aguardando que eles, a seus turnos, retribuam o festim.

  Primeiramente, entendamos que o festim faz referência ao compartilhamento do que temos. Depois, notemos que há a exclusão dos que nos são mais próximos, porém ricos, para chamarmos os mais necessitados. Jesus não quis com isso afastar os que você ama de ti, mas quis lhe chamar a atenção sobre o quão fácil é compartilhar com quem você ama e também que não devemos dar nada pensando em algum retorno, eis porque encontramos a mensão da palavra turno, representando o momento da retribuição. É o dar sem nada esperar em troca.

  Quanto aos pobres e estropiados, Jesus não necessariamente falava para trazermos o mendigo à mesa para um banquete, mas para darmos a ele, mendigo, cego ou coxo algo que lhe aliviará o sofrimento. Fácil é dar a quem muito tem, principalmente se a pessoa tem interesses em receber de volta algo muitas vezes melhor.

  A caridade é para os necessitados, sim, pois o retorno quem dará é Deus e não o homem.

  Façamos portanto, o bem sem interesses. Auxiliemos quem realmente necessite, mas nunca deixando de receber fraternalmente os que muito tem, pois estes devem sempre compartilhar dos nossos bons exemplos, afim de que um dia compreendam a importância da caridade.

  Feliz é aquele que compartilha do seu pão, porque este não sentirá o peso da consciência que nos cobra a prática do amor e da caridade.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Estou preso em minha própria vida.


  A vida é tão curta que não vale a pena passar tanto tempo esforçando-se em atividades que teoricamente irão lhe enriquecer de bens materiais. Quantas oportunidades de viver, alegrar-se, aproveitar a presença da família e relaxar nós perdemos?

  Viver para trabalhar é um erro que nossa sociedade aceita como algo comum, na correria em que vivemos. Trabalhar para viver seria melhor, pois proporciona somente o necessário para o sustento e libera mais tempo para aproveitarmos todas as boas coisas que nos estão a disposição.

  De que adianta acumular tantos bens se depois podemos adoecer e não desfrutar deles? Não seria a doença uma forma de Deus nos mostrar que estamos errados? Para que tanta preocupação com o futuro se nem vivemos o presente ainda?

  As propagandas nos induzem a consumir cada vez mais, excessos e mais excessos, quando ainda há muitas pessoas que não tem nem o básico para viverem.

  Estamos chegando na época de natal, as pessoas trabalham até tarde nos comércios, querem vender muito, querem ganhar muito. Os consumidores gastam mais, compram mais do que o necessário, querem fazer bonito na hora de dar presentes. Mas logo ali, há um irmão que não tem o que comer, que passa o natal sem ver diferença com relação aos outros dias tão miseráveis do ano...

  Paremos para pensar sobre essa gaiola da vida moderna que nos aprisiona em suas imposições de padrões a serem seguidos. Não necessitamos de tanto trabalho, nem de tanta luxúria, o que necessitamos é a aprendermos a viver em fraternidade, é a dedicarmos mais tempo a Deus, ao próximo e à família.

  Não somente no natal, mas no ano todo, reflita consigo mesmo se o que faz não é um excesso e observa o mal que você comente a si mesmo. Deixa essa jaula do materialismo e alça voo livre para a vida eterna do espírito.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Deixe a semente germinar.


  Na parábola do semeador, temos a exemplificação de muitos casos que ocorrem hoje conosco. Vários tipos de terrenos que representam os diversos corações da humanidade.

  No primeiro, encontramos as sementes que caem pelo caminho e que os pássaros do céu comem, impedindo que germinem. São os corações que mesmo quando recebem as orientações do Cristo, a negam, não permitem que se instalem no seu íntimo e logo recebem um espírito mal intencionado que as remove de vez, dando sempre o direcionamento ao desejo das coisas materiais.

  No segundo, a semente cai em meio as rochas, chega até a germinar, mas não consegue fincar a raiz e logo é queimada pelo sol. Neste caso simples de se compreender, é aquele que ouve mas não presta atenção, como se a mensagem de Jesus não fosse para ele, logo não cria raízes no coração e não sobrevive, apagando-se da memória tão necessitada de bons exemplos.

  No terceiro caso, a semente está entre espinheiros e ao germinar e crescer é sufocada pelos espinhos, vindo a não progredir, a não dar bons frutos. É aquele coração que escuta a lição, mas não a consegue aplicar em sua vida porque está rodeado das tentações materiais deste mundo e acaba se perdendo no caminho. Sua consciência é até reta, lhe cobra a boa conduta, mas suas ações nem sempre condizem com o respeito ao próximo.

  No último dos casos, a semente germina e pode dar várias porcentagens de produtividade. Uns casos atingem 100%, outros 60% e outros 30%. Isso refere-se aos que escutam e praticam os bons ensinamentos de Jesus. Se você chegar aos 30% de aplicação, saiba que já está ótimo, pois houve progresso, houve boa vontade tua em fazer o bem. Se puder atingir um dia os 60%, melhor ainda, pois mais da metade de teu tempo é dedicado ao amor ao próximo. Se um dia chegarmos ao 100%, eis ai a condição de espírito puro, dificílima de atingirmos aqui na Terra, mas nunca impossível. Esforce-mo-nos sempre na prática do bem maior, sem interesse algum, recebendo as orientações do Evangelho e sempre nos perguntando sobre o que Jesus faria em cada situação se estivesse em nosso lugar.

  Sejamos todos os que preparam o coração para o bom plantio da semente, pois hoje necessitamos desta semente de amor, mas amanhã nós é que seremos os semeadores dela.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Ocultando a caridade.


  "Que a mão esquerda não saiba o que a mão direita faz!"

  Esta parábola linda deixada pelo mestre Jesus nos ensina a fazer a caridade silenciosa, aquela que trabalha somente o nosso lado humilde, que não espera sequer que saibam quem a fez, quanto menos uma palavra de gratidão.

  Não é dos homens que devemos esperar o retorno dos bons atos, mas é de Deus que irá ver o que há em nossos corações. Aquele que faz a caridade esperando que todos o vejam e louvem seus atos, este já recebeu o que queria e infelizmente será punido por exaltar o próprio orgulho.

  Parece até cruel pensar assim, mas o fato é que de todas as nossas imperfeições, não há uma só que não tenhamos que eliminar e dentre elas o orgulho é uma das mais difíceis.

  Por isso, quando o Cristo nos disse para a mão esquerda não saber o que a mão direita faz, dizia ser necessário que ninguém soubesse o bem maior que você faz ao teu próximo, a fim de que seja revelado somente ao Pai celeste.

  Quem transforma a esmola em serviço, este está na verdade humilhando o seu próximo. Assim como você, eu também estranhei essa colocação do Evangelho Segundo o Espiritismo inicialmente, mas após a reflexão pude compreender o que ela quer nos ensinar.

  Quando damos a esmola, devemos fazê-lo sem nada esperar em troca. Pois bem, se impormos que se o pedinte cortar a grama e, somente nessa condição, daremos a esmola, estamos humilhando o pedinte.

  Então você se pergunta: Mas o trabalho remunerado não é digno?

  Claro que sim, desde que o trabalho seja da vontade do trabalhador. Diferente nesse caso onde ele foi imposto como moeda de troca pela esmola. Se o pedinte chegasse a pedir pela oportunidade do trabalho, eis que surge então no coração dele o desejo de trabalhar para dignamente receber pelo seu esforço, o que é bem diferente de quando o pedinte não se vê em condições, sejam físicas, psicológicas ou intelectuais para exercer um trabalho.

  Alguns então vão pensar que todas as pessoas podem trabalhar, sim, é verdade que há tantos tipos de trabalho que é possível achar algum meio de se sustentar. Mas no momento da caridade, o que menos devemos fazer é julgar. Fazer o bem sem olhar a quem, amar sem nada esperar, simplesmente doar aquilo que temos tanto de supérfluo quanto de necessário.

  O importante é a prática oculta da caridade, pois não podemos nos colocar no mesmo lugar do Cristo que fazia a caridade para ser eterno exemplo da humanidade, nós somos ainda tão imperfeitos que não conseguiremos ser o mesmo modelo que Ele foi, portanto, só o que temos que fazer é praticar a caridade no silêncio, com humildade e amor.