segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Do perdão surge a paz na consciência.


  Jesus, o justo por excelência, responde a Pedro: Perdoarás, mas sem limites; perdoarás cada ofensa, ainda que a ofensa te seja feita frequentemente; ensinarás aos teus irmãos esse esquecimento de si mesmo que os torna invulneráveis, contra o ataque, os maus procedimentos e as injúrias; serás brando e humilde de coração, não medindo jamais a tua mansuetude; farás, enfim, o que desejas que o Pai celestial faça por ti; não tem ele de te perdoar frequentemente, e conta o número de vezes que seu perdão desce para apagar tuas faltas?

  Melhor seria não termos que perdoar, é verdade, pois se há esta necessidade, há também a ofensa, a qual deveria ter sido evitada.

  Mas, se houve a ofensa, não significa que temos que perdoar, pois para evitarmos essa necessidade, amansemos o nosso coração afim de não gerarmos a mágoa, de não aceitarmos a ofensa, de sequer nos chatearmos com as atitudes erradas de nossos irmãos, perdoando antes mesmo de sermos ofendidos.

  Quanto mais nos esforçarmos em amar, menos teremos que perdoar, pois mais conseguiremos compreender que todos somos imperfeitos e que todos temos que melhorar dia após dia.

  Seja 1, sejam 10, sejam milhares de vezes, o perdão não tem limites, pois quantas vezes nós erramos e recorremos a Deus para lhe pedir perdão? Seria justo nós fazermos isso com tanta frequência e ainda assim não perdoarmos algumas faltas do próximo?

  Sei que não é fácil para quem ainda não tem essa condição de invulnerabilidade, pois há os que se magoam até com um olhar diferente. Porém, temos que deixar a posição de vítima do mundo, de injustiçados pela natureza, de coitados que somos, para mostrarmos a força que vem do nosso coração para superar todas as amarguras e vencer toda e qualquer provação.

  O perdão de hoje concedido, pode ser a oportunidade do perdão de amanhã recebido. Trabalhemos para que não precisemos ser perdoados, mas não julguemos se necessário for perdoarmos.

  Conservar a consciência tranquila, livre de mágoas e rancores, é encontrar a paz de espírito de uma vida reta que não julga, que não guarda males, mas que busca servir com humildade e é indulgente para com os que necessitam de amor.

  Lembre-se, um perdão sincero é o correto, um perdão falso não terá peso algum na medida em que você mesmo um dia será julgado pelos teus atos e pensamentos. Não podemos esconder de Deus, o que há em nossos corações.

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