quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Estou preso em minha própria vida.


  A vida é tão curta que não vale a pena passar tanto tempo esforçando-se em atividades que teoricamente irão lhe enriquecer de bens materiais. Quantas oportunidades de viver, alegrar-se, aproveitar a presença da família e relaxar nós perdemos?

  Viver para trabalhar é um erro que nossa sociedade aceita como algo comum, na correria em que vivemos. Trabalhar para viver seria melhor, pois proporciona somente o necessário para o sustento e libera mais tempo para aproveitarmos todas as boas coisas que nos estão a disposição.

  De que adianta acumular tantos bens se depois podemos adoecer e não desfrutar deles? Não seria a doença uma forma de Deus nos mostrar que estamos errados? Para que tanta preocupação com o futuro se nem vivemos o presente ainda?

  As propagandas nos induzem a consumir cada vez mais, excessos e mais excessos, quando ainda há muitas pessoas que não tem nem o básico para viverem.

  Estamos chegando na época de natal, as pessoas trabalham até tarde nos comércios, querem vender muito, querem ganhar muito. Os consumidores gastam mais, compram mais do que o necessário, querem fazer bonito na hora de dar presentes. Mas logo ali, há um irmão que não tem o que comer, que passa o natal sem ver diferença com relação aos outros dias tão miseráveis do ano...

  Paremos para pensar sobre essa gaiola da vida moderna que nos aprisiona em suas imposições de padrões a serem seguidos. Não necessitamos de tanto trabalho, nem de tanta luxúria, o que necessitamos é a aprendermos a viver em fraternidade, é a dedicarmos mais tempo a Deus, ao próximo e à família.

  Não somente no natal, mas no ano todo, reflita consigo mesmo se o que faz não é um excesso e observa o mal que você comente a si mesmo. Deixa essa jaula do materialismo e alça voo livre para a vida eterna do espírito.

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