terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Na inércia do egoísmo, a corrosão da virtude ocorre devagarinho.


  Não basta uma virtude negativa, é preciso uma virtude ativa; para fazer o bem, é preciso sempre a ação da vontade; para fazer o mal, basta, frequentemente, apenas a inércia e a negligência.

  Não é de hoje que somos convidados ao trabalho edificante da caridade. De todos os grandes líderes religiosos, vemos em comum sempre a orientação para que a semente de amor seja propagada.

  O Cristão, acima de tudo, tem o dever de buscar na caridade a oportunidade de praticar o que aprende em seus estudos.

  Quem permanece quieto, imóvel, indiferente a dor alheia, mesmo que não faça maldade alguma, ainda assim está fazendo o mal, porque sabe que precisa fazer o bem, mas nega esse socorro ao próximo.

  Não adianta dizer a Deus que não faz mal a ninguém se também não faz o bem a ninguém. É preciso laborar, é preciso desenvolver, é preciso aplicar para que a ação do bem chegue ao coração sofrido.

  O hipócrita diz: nada tenho a ver com isso. O virtuoso diz: eis ai uma grande oportunidade de fazer o que é bom, para mim e para o meu irmão, assim como o mestre me ensinou, a 2000 anos atrás, com humildade e compaixão.

  Toda virtude é uma qualidade que o espírito conquista ao longo da vida. É como um presente que ganhamos com muito carinho de Deus. Mas tal como o presente, não deve ser guardado a sete chaves, porque tem um propósito e precisa ser posto em uso. Quem é que ganha um carro de presente para ficar guardado na garagem? Quem é que ganha uma panela para ficar guardada no armário?

  Vai e pratica a caridade, doe amor, siga Jesus onde quer que for. Vá e pregue o evangelho pelo exemplo, mas se for preciso e somente se realmente for preciso, fale.

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