segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Ocultando a caridade.


  "Que a mão esquerda não saiba o que a mão direita faz!"

  Esta parábola linda deixada pelo mestre Jesus nos ensina a fazer a caridade silenciosa, aquela que trabalha somente o nosso lado humilde, que não espera sequer que saibam quem a fez, quanto menos uma palavra de gratidão.

  Não é dos homens que devemos esperar o retorno dos bons atos, mas é de Deus que irá ver o que há em nossos corações. Aquele que faz a caridade esperando que todos o vejam e louvem seus atos, este já recebeu o que queria e infelizmente será punido por exaltar o próprio orgulho.

  Parece até cruel pensar assim, mas o fato é que de todas as nossas imperfeições, não há uma só que não tenhamos que eliminar e dentre elas o orgulho é uma das mais difíceis.

  Por isso, quando o Cristo nos disse para a mão esquerda não saber o que a mão direita faz, dizia ser necessário que ninguém soubesse o bem maior que você faz ao teu próximo, a fim de que seja revelado somente ao Pai celeste.

  Quem transforma a esmola em serviço, este está na verdade humilhando o seu próximo. Assim como você, eu também estranhei essa colocação do Evangelho Segundo o Espiritismo inicialmente, mas após a reflexão pude compreender o que ela quer nos ensinar.

  Quando damos a esmola, devemos fazê-lo sem nada esperar em troca. Pois bem, se impormos que se o pedinte cortar a grama e, somente nessa condição, daremos a esmola, estamos humilhando o pedinte.

  Então você se pergunta: Mas o trabalho remunerado não é digno?

  Claro que sim, desde que o trabalho seja da vontade do trabalhador. Diferente nesse caso onde ele foi imposto como moeda de troca pela esmola. Se o pedinte chegasse a pedir pela oportunidade do trabalho, eis que surge então no coração dele o desejo de trabalhar para dignamente receber pelo seu esforço, o que é bem diferente de quando o pedinte não se vê em condições, sejam físicas, psicológicas ou intelectuais para exercer um trabalho.

  Alguns então vão pensar que todas as pessoas podem trabalhar, sim, é verdade que há tantos tipos de trabalho que é possível achar algum meio de se sustentar. Mas no momento da caridade, o que menos devemos fazer é julgar. Fazer o bem sem olhar a quem, amar sem nada esperar, simplesmente doar aquilo que temos tanto de supérfluo quanto de necessário.

  O importante é a prática oculta da caridade, pois não podemos nos colocar no mesmo lugar do Cristo que fazia a caridade para ser eterno exemplo da humanidade, nós somos ainda tão imperfeitos que não conseguiremos ser o mesmo modelo que Ele foi, portanto, só o que temos que fazer é praticar a caridade no silêncio, com humildade e amor.

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