sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Um festim para os necessitados ou para os abençoados?


 "Quando fizeres um festim, reúna os pobres e os estropiados."

  Em uma de suas linguagens figurativas encontradas tantas vezes nos textos bíblicos, Jesus nos ensina a darmos uma festa aos coxos, aos mendigos, aos necessitados.

  Também nos fala para não convidarmos os amigos, os parentes, os vizinhos ricos aguardando que eles, a seus turnos, retribuam o festim.

  Primeiramente, entendamos que o festim faz referência ao compartilhamento do que temos. Depois, notemos que há a exclusão dos que nos são mais próximos, porém ricos, para chamarmos os mais necessitados. Jesus não quis com isso afastar os que você ama de ti, mas quis lhe chamar a atenção sobre o quão fácil é compartilhar com quem você ama e também que não devemos dar nada pensando em algum retorno, eis porque encontramos a mensão da palavra turno, representando o momento da retribuição. É o dar sem nada esperar em troca.

  Quanto aos pobres e estropiados, Jesus não necessariamente falava para trazermos o mendigo à mesa para um banquete, mas para darmos a ele, mendigo, cego ou coxo algo que lhe aliviará o sofrimento. Fácil é dar a quem muito tem, principalmente se a pessoa tem interesses em receber de volta algo muitas vezes melhor.

  A caridade é para os necessitados, sim, pois o retorno quem dará é Deus e não o homem.

  Façamos portanto, o bem sem interesses. Auxiliemos quem realmente necessite, mas nunca deixando de receber fraternalmente os que muito tem, pois estes devem sempre compartilhar dos nossos bons exemplos, afim de que um dia compreendam a importância da caridade.

  Feliz é aquele que compartilha do seu pão, porque este não sentirá o peso da consciência que nos cobra a prática do amor e da caridade.

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