sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O difícil ato de perdoar um crime.


  O perdão não se aplica somente aos amigos e parentes, ele é necessário até mesmo ao mais vil dos homens. Os criminosos são os que mais precisam de auxílio, uma vez que nossas prisões terrenas não são para eles de nenhum auxílio.

  Se pensarmos: "Quero justiça pelo crime que este homem cometeu, a morte é pouco para um ser tão baixo!" Então estaremos condenando um irmão nosso sem antes pensar que nós também já erramos em outras coisas, talvez pequenas, talvez maiores do que o crime que ele cometeu.

  O que o mestre Jesus faria em nosso lugar? Condenaria o criminoso ou se compadeceria dele, estendendo-lhe a mão em auxílio?

  É certo de que não temos ainda a condição de auxiliar um criminoso, principalmente se o mal que ele praticou foi com alguém que amamos tanto, mas podemos perdoá-lo de coração e orarmos por ele, afim de que a espiritualidade possa auxiliá-lo a mudar de pensamentos e atitudes para o bem.

  Guardar ódio pelo criminoso não só não vai ajudar em nada, como também vai ocupar um grande espaço em teu coração que deveria estar livre para que o amor ali habitasse. Perdoa, portanto, afim de não ferir a si próprio pelos erros que outra pessoa cometeu.

  Deus é quem deve fazer julgamentos sobre nossas atitudes, pois nós mesmos ainda somos muito imperfeitos para apontarmos o dedo para alguém e acusá-lo. Se nós temos nossas leis humanas, Deus tem leis superiores às nossas e o Pai considera muitas pequenas coisas como faltosas, mas nossa lei nem sequer tem conhecimento de que isso é uma falta.

  Se queremos que nosso mundo melhore, ao invés de desejarmos a morte do criminoso, trabalhemos para que ele tenha condições de receber educação, trabalho e o estudo do evangelho, afim de se reformar e se arrepender, de se tornar uma pessoa melhor e de encontrar em nós, não um acusador cruel, mas um irmão disposto a amá-lo mesmo com as imperfeições que ele ainda carrega.

  Pensemos nisso!

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