sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Isolamento e terapia contra a obsessão.


Desejaríamos saber a sua opinião sobre a melhor maneira de nos isolarmos contra os Espíritos perseguidores.
Chico Xavier: - Nosso querido Emmanuel habituou-me a dois métodos de libertação gradativa - o primeiro é a oração, pelo qual nos lembramos de Deus; e o segundo é o serviço pelo qual nos esquecemos de nós.
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Quais os métodos terapêuticos ideais contra o processo obsessivo?
Chico Xavier: - Os Bons Espíritos são unânimes em afirmar que quanto mais melhorarmos em Espírito, menores serão sempre as nossas possibilidades de ligação com as forças desequilibradas das sombras.
(A terra e o semeador - IDE - SP)

  A prece é ferramenta indispensável para obtermos ajuda, sem a prática da prece, ficamos a mercê de influências perigosas. Elevar o pensamento ao Altíssimo juntando todos os cacos de amor espalhados em nosso coração é o caminho para que nos façamos audíveis aos ouvidos que aguardam pelas nossas súplicas.

  O trabalho caridoso é remédio que nos tira dos tormentos que nós causamos a nós mesmos, pelo esquecimento de nossas faltas e imperfeições, aliviamos dores e doamos amor, num suor digno de respeito, num sorriso que cura a alma ferida. Eis ai os remédios para obsessões e para doenças, pois todos os temos a disposição.

  Nem todos se submetem à prática da caridade por acharem que não têm nada a doar, mas esquecem-se que se não podem colaborar com recursos materiais, podem colaborar com tempo ou uma palavra amiga. O fato é que a caridade desperta nossa luz interior, nos aproxima da essência divina e nos coloca em um caminho lindo ensinado por Jesus já a mais de 2000 anos atrás.

  Falta-nos a vontade de vencer a nós mesmos, falta-nos a coragem de superar todos os desafios, falta-nos a boa vontade de nos unirmos em prol de vencermos obsessões, medos e dificuldades para tornarmos esse mundo interior um lugar agradável para se viver.

  A prece aliada ao trabalho caridoso age sobre a lei de atração, onde o bem atrai o bem e afasta o mal. Nenhum obsessor tem moral sobre um coração nobre, nenhum espírito perturbado consegue prejudicar um espírito sereno no caminho do amor. A proteção e a cura de obsessões está em cada um de nós, na iniciativa de buscar fazermos o bem.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O que as águas não refletem.


O que as águas não refletem... na superficialidade não reside.

"Quando estava entre nós, Ele costumava contemplar-nos, e ao nosso mundo, com um olhar de admiração, pois os véus dos anos não velavam Seus olhos, e tudo o que via era claro à luz da juventude."

Embora conhecesse o belo em toda sua profundidade, a paz e a majestade da beleza jamais deixaram de surpreende-Lo, e esteve diante do mundo como o primeiro homem estivera diante do primeiro dia.

Nós, com os sentidos já embotados, ficamos à plena luz do dia, mas não vemos.

Aguçamos os ouvidos, mas não ouvimos; e estendemos as mãos, mas não chegamos a tocar.

Não vemos o lavrador em seu retorno do campo ao findar o dia; nem ouvimos a flauta do pastor que conduz seu rebanho para o curral; nem estendemos os braços para tocar o pôr-do-sol, e nossas narinas não mais anseiam pela rosas...

Não, não veneramos um rei que não tenha um reino; nem ouvimos o som de uma harpa sem que haja uma mão a dedilhar-lhe as cordas; tampouco vemos uma pequena oliveira na criança a brincar em nosso olival.

E é preciso que cada palavra surja dos lábios carnais de uma boca, senão julgamos-nos mudos e surdos.

Na verdade, fitamos, mas não vemos; atentamos, mas não ouvimos; comemos e bebemos, mas não saboreamos.

E é aí que reside a diferença entre nós e Jesus de Nazaré.

Todos os Seus sentidos se renovavam continuamente, e o mundo para Ele era sempre novo.

Para Ele, o balbucio de um bebê não era menor do que o clamor de toda a humanidade, enquanto para nós nada mais é do que um balbucio.

O que as águas não refletem é que, para Ele, a raiz de uma roseira era um anseio por se aproximar de Deus, enquanto para nós não passa de uma raiz..."

***

Quanto temos a aprender com este Exemplo Maior que temos em nossas vidas...

Jesus não é um ídolo qualquer, um depósito de nossas frustrações e incertezas, como os ídolos fúteis deste mundo.

Não, Ele é um Guia seguro para nossos passos, um Guia que precisa descer dos crucifixos que penduramos em nossas paredes brancas na aparência, e habitar nossos atos e nossos pensamentos diários.

Como Ele faria se estivesse em nosso lugar?

Como Jesus falaria com esta pessoa? Como Ele trataria este alguém que nos feriu profundamente?

Como Ele reagiria a impropérios, a acusações improcedentes?

Estudando Sua vida em profundidade, fazendo estas perguntas e seguindo Seus exemplos, estaremos modificando nossas vidas significativamente.

Cumprir as obrigações religiosas simplesmente, não é suficiente.

Não fazer o bem nem o mal, não é suficiente.

Agir é necessário...

Revolucionar o coração é necessário...

Erradicar costumes viciosos é urgente...

O que as águas não refletem, na superficialidade não reside: é necessário repensar a vida, e ir fundo nas mudanças que sejam necessárias...

Fonte: R.M.E.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A realidade exibida em Nosso Lar


  Durante algumas conversas tanto informais quanto no trabalho de atendimento fraterno, tenho notado em muitas pessoas questionamentos relacionados a itens apresentados no filme espírita Nosso Lar.

  Muitas pessoas julgam fantasiosa a existência de notebooks, do aerobus, de casas e outros itens apresentados na colônia espiritual Nosso Lar.

  Antes de iniciarmos a exposição do meu ponto de vista sobre esse assunto, os convido à seguinte reflexão: a 40 anos atrás, quando as linhas de telefone era caríssimas para aquisição e os aparelhos eram fixos em suas residências e comércios, alguém imaginava que seria possível existirem telefones tão pequenos e sem fio? E que tal esse pensamento aqui: a 60 anos atrás quem poderia crer ser possível termos uma TV a cores em uma folha de papel eletrônico com internet que conecta-nos ao mundo todo, mais de 200 canais disponíveis com temas variados, capacidade de gravar os programas com exibição em tempo real, pausar a programação, agendar a reprodução?

  Bom, muitos naqueles anos de pouca tecnologia iriam rir de mim, pois era absurda qualquer ideia relacionada a tais avanços justamente porque os desconhecíamos. Aliás, tememos aquilo que desconhecemos!

  Lembremos que em filmes sobre a época da colonização, há até mesmo contos que apresentam os indígenas, na sua ignorância, acreditando que nos espelhos haviam almas enclausuradas, sendo aquele objeto que para nós apenas reflete a nossa imagem, para eles era um objeto do mal.

  Tendo em vista estas reflexões, pensemos agora em Nosso Lar. Não estariam estas pessoas que zombam e julgam ridículas as apresentações do filme ou do livro como fantasiosas fazendo uma negação de algo ainda pouco compreendido pela nossa enorme ignorância sobre a vida espiritual?

  Tenhamos em mente os ensinamentos do livro dos espíritos que nos dizem que toda matéria tem origem no elemento cósmico universal ou, se preferirem, matéria primitiva. Com base nisso, entendemos que tudo o que existe é constituído da mesma matéria, sendo as diferenças de formas, cores, cheiros, densidades e condições como pressão, temperatura, etc... variações das aglomerações das moléculas de átomo usadas para a criação de novos corpos. Por exemplo a água que é constituída de 2 moléculas de hidrogênio e 1 de oxigênio, mas que se tiver essas moléculas separadas deixaria de formar o elemento água.

  Baseado nisso, portemos o raciocínio para a matéria espiritual, a qual é elemento que a ciência ainda não possui instrumentos para medir e comparar com a matéria grosseira de nosso mundo. Sendo tudo originário da mesma matéria elementar, temos que também pode-se fazer transformações no estado da matéria espiritual, podendo portanto criar-se elementos parecidos com os que temos aqui na terra, como paredes, fios e até a própria água.

  Agora, chamo-os a mais uma reflexão. Quem inventou a TV primeiro, o homem encarnado ou o espírito desencarnado?

  A resposta é bem simples, haja visto que o espírito é eterno e precede e muito a existência do corpo físico, não poderia ser a TV criação do homem da terra, mas sim uma cópia de algo que já existe no plano espiritual, até porque lá os estudos são mais sérios, mais avançados e as condições para o progresso do espírito são mais favoráveis devido à harmonia das colônias espirituais.

  Ora, acaso desconsideramos que recebemos influências tanto boas quanto ruins da espiritualidade? Não seriam as descobertas da ciência apenas alguns sopros de palavras intuitivas aos ouvidos dos homens na terra? Sim, elas são. A espiritualidade nos intui, nos guia, nos encaminha para a evolução, mas tudo no seu tempo e por isso o que temos na Terra é na verdade um reflexo do que é o mundo espiritual.

  Bom, não posso impor e nem forçar ninguém a crer no que os espíritos nos ensinam com tão boa vontade, mas sei que um dia todos saberão e compreenderão melhor a vida espiritual. Para os céticos de plantão, resta-lhes a morte física para o nascer da consciência espiritual.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O amor está na moda.


  A Organização das Nações Unidas - ONU, estabeleceu que o ano de 2001 seria o ano internacional do voluntariado. Concluído o ano, os Comitês formados para impulsionar o trabalho voluntário e as doações em nosso país, mostraram um saldo muito positivo.
  Somente em um dos estados brasileiros, quinze mil pessoas buscaram o Centro de Voluntariado com interesse em auxiliar, de alguma forma, a alguém. Um número muito maior do que o dos últimos quatro anos somados.
  E, vejamos, são quarenta Centros voluntários no Brasil, que desejam transformar a experiência do ano em década do voluntariado.
  Mas, não é preciso estar ligado a uma instituição para ajudar. Basta desejar dedicar seu talento e algum tempo de seu trabalho no interesse social ou comunitário.
  A boa notícia nos remete aos princípios evangélicos e ao convite insistente de Jesus: "amai-vos uns aos outros."
  Se recuarmos na história, verificaremos que os cristãos primitivos tinham exatamente este sentimento em seus corações.
  Numa época em que não havia assistência social, em que as leis ainda não beneficiavam nem protegiam o cidadão, os cristãos eram aqueles que amparavam velhos, órfãos e crianças abandonadas.
  Os espíritos superiores esclarecem, em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, que numa sociedade justa, "o forte deve trabalhar para o fraco. Não tendo este família, a sociedade deve fazer às vezes desta. É a lei de caridade."
  E estamos chegando lá. Estamos nos importando com o idoso, não somente criando mecanismos que lhe permitam o alimento, a moradia, o medicamento, mas igualmente que tudo isto se dê em clima de dignidade.
  Estamos nos importando com os sentimentos dessas criaturas que tanto fizeram e agora se encontram de forças diminuídas, mas ainda com possibilidades de ser e de se sentirem úteis.
  Estamos nos importando com as crianças que perambulam pelas ruas, nos preocupando em lhes dar instrução através da escola, mas também amor através da ação voluntária que as recebe e lhes oferece afeto.
  Estamos nos preocupando com seu lazer, com seus dias de infância, a fim de que elas cresçam em clima de menos carência e mais harmonia.
  Estamos diminuindo a lista dos órfãos e abandonados, graças aos corações que se abrem para se tornarem pais e mães de filhos alheios, tanto quanto humanizando as casas-lares para aqueles que não alcançam a ventura da adoção.
  Em suma, estamos respirando e buscando transformar em realidade o milênio de paz que todos desejamos.
  O amor está na moda. A aragem branda de Jesus invade os corações das pessoas de todas as nações. Isto é bom.
  Isto nos dá maior confiança de que em breve tempo o reino de Deus se instalará, em definitivo, na terra, porque ele começa no coração de cada um.

Você sabia?
  Você sabia que pesquisa recente revelou que de cada cinco brasileiros adultos, um faz trabalhos voluntários?
  E que, além disso, 50% deles fazem doações para instituições e 30% para pessoas?
  Tudo isto nos leva a crer que o amor está na moda e que estamos descobrindo que amar faz bem para a alma e para a vida.
Pense nisso.

Fonte: R.M.E.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A importância do estudo.


  A ignorância já nos fez presas fáceis da preguiça e do sofrimento. Combatê-la é importante para sairmos do estado primitivo em que muitos de nós ainda vivemos.

  Não é de hoje que observamos as vantagens de quem estuda, no melhoramento profissional, nas mudanças de comportamento no meio social, na melhora da auto-estima pelo saber falar bem e por ter conteúdo para assuntos em grupos, realizando novas amizades.

  O estudo é primordial para nossa evolução. Ele deve ocorrer tanto no meio profissional, quanto no meio espiritual. Mas preciso é que se equilibre tudo na vida e que se compreenda que os excessos são prejudiciais.

  Quem estuda se desenvolve, isso é fato, mas quem não aplica acaba por perder chances oportunas de exercitar o que aprendeu e por fim esquece.

  O estudo racional é o melhor deles, pois não aceita tudo o que os livros impõem, pelo contrário, recebe-se a informação, analisa-a com atenção, questiona se sua origem é confiável, indaga-se se o conhecimento lhe é benéfico e descarta-se o que não lhe parece fazer o bem.

  No estudo religioso não é diferente. Não se pode aceitar o que os outros lhe impõem como verdade, preciso é que se reflita afim de não se deixar ser enganado. É sempre recomendável elevar o pensamento em prece e pedir auxílio nos estudos, para um melhor discernimento.

  Encontramos no texto bíblico muita dificuldade para sua compreensão e isso se deve ao linguajar antigo, aos exemplos da época que não se encaixam mais hoje e ao fato de que as limitações daquele povo não lhes permitiam receber certos ensinamentos, os quais hoje são mais facilmente entendidos, como é o caso da vida espiritual e eterna. Essas dificuldades não são desculpas para abandonarmos os textos bíblicos, pois eles são fontes de riquíssimos e elevados ensinamentos morais e precisam ser estudados com muita calma. É preciso SENTIR o que lá está escrito, pois já dizia Paulo de Tarso: "A palavra mata! O espírito vivifica!". Quem lê e interpreta ao pé da letra, morre no entendimento, mas quem sente o amor de Deus naquelas palavras, compreende a grandeza com que o texto bíblico foi feito.

  Seja na tecnologia, na área profissional ou no caminho espiritual, o conhecimento está disponível à medida em que nós estamos apitos a recebê-lo. Os bons tarefeiros de Jesus visitam-nos frequentemente e nos trazem descobertas que para nós são o topo da tecnologia e da ciência, enquanto que para eles, no plano superior, é algo já descoberto a muito tempo.

  Busca, meu irmão, sair da inércia da ignorância. Lê e aprende, comenta e compartilha, recebe e dá o que a vida tem para nos ensinar. Aprender é o que fazemos desde pequeninos e preciso é que nossa mente se mantenha em atividade até o esgotamento do fluído vital, afim de que nossa encarnação seja bem aproveitada.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

As consequências do consumo do álcool.


  Entre um gole e outro, a ingestão de bebidas alcoólicas mesmo no caráter social, como é empregado por alguns, causa-nos muito mais problemas do que somos capazes de imaginar.

  Diversos processos "vampirizadores" surgem nos primeiros indícios de afinidade com o consumo de álcool. Mesmo que você não veja, lá estão eles, espíritos menos esclarecidos e ainda presos aos desejos materiais, necessitados de manter hábitos horrendos devido à invigilância e à falta de amor no coração.

  Estes pobre espíritos, nossos irmãos, fazem uso das baforadas do hálito que emana a pessoa ao ingerir uma bebida alcoólica, pois o espírito não pode mais beber e para saciar sua dependência química faz uso de um irmão encarnado. Essa afinidade de pensamentos que leva ambos encarnado e desencarnado a encontrarem na bebida um relaxamento ilusório, causa obsessões tristes e que induzem sempre o encarnado a um caminho perigoso.

  O espírito perturbado pelo desejo de sugar a sensação de consumo da bebida, intui o encarnado a ingerir cada vez mais, levando-o a um estado lamentável e de crescimento gradual.

  Enquanto a humanidade não assumir que a bebida alcoólica é uma droga, haverão sempre casos como esse, onde pais de família abandonam seus lares para ficarem horas nos bares na companhia de espíritos pouco amigáveis, onde mulheres bonitas perdem seus valores ao deixarem-se embrigar no líquido viciante e vexatório.

  A cura para tais processos de vampirização é levarmos Jesus para dentro do lar, no culto e estudo dos ensinamentos e exemplos do mestre, buscando achar na harmonia familiar um conforto e uma alegria muito melhor do que nas más companhias do bar. É preciso que o irmão que bebe tome a consciência do mal que lhe faz tanto ao corpo físico, quanto ao espírito e que o consumo do álcool atrai más companhias tanto encarnadas, quanto desencarnadas.

  Não é fácil essa mudança, pois não se pode forçar ninguém a mudar. Preciso é que aquele que bebe queira ser ajudado, para então conseguir encontrar o caminho da luz que lhe tirará destas trevas.

  Além do problema de obsessão que o álcool traz, devemos chamar a atenção para o mau exemplo para os filhos que crescem vendo o pai ou a mãe ingerindo algo que dizem ser prejudicial para a criança. Ora, se faz mal para o organismo de uma criança, por que há de fazer bem para o organismo de um adulto? Não percebem essas pessoas que cometem um suicídio inconsciente ao danificarem o fígado? Não percebem que os vexames e as mudanças de humor causadas pelo álcool lhes fazem agir de forma contrária à seus próprios princípios?

  Para combatermos a legião do mal que nos cerca e nos intui ao erro do consumo de tais drogas, precisamos buscar em Jesus a força para nos protegermos. Um lar que realiza o evangelho no lar, é um lar que é protegido. Um lar que não possui bebidas, é um lar que é muito menos atrativo para tais espíritos.

  Somos responsáveis por nossas atitudes e pensamentos, portanto, quem bebe, há de arcar com seus atos e principalmente há de se responsabilizar pelos que induz a participar das bebedeiras.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O pensamento e a sua força de atração.


  O pensamento é ferramenta de comunicação entre os seres. Dotado de uma aparência invisível aos nossos olhos mas sensível ao nosso coração, o pensamento é vibração que plaina no ar, é informação que se transmite sem se ver.

  Necessário se faz que se observe a importância do pensamento em nossa rotina diária. Ele pode ser a libertação do nosso sofrimento se usado de forma correta, mas pode ser o aguilhão que nos prende às tormentas tão cruéis que nos espinham o coração.

  Existe uma lei de atração exercida sobre o pensamento e esta lei rege que o bom pensamento atrai boas coisas e boas amizades, o mal pensamento atrai más coisas e más amizades.

  Ter controle sobre seus pensamentos é tão difícil quanto libertar-se de suas imperfeições e isso ocorre porque um é dependência do outro. Ninguém pensa em invejar o próximo se não tiver o sentimento de inveja em seu coração, ninguém pensa em ferir o seu irmão se não tiver o sentimento de ódio em seu coração.

  Eis ai a clareza com que entendemos essa dependência do pensar/sentir. Uma limpeza na nossa casa mental é uma faxina no mínimo essencial para uma vida mais harmoniosa e feliz.

  Se o pensamento te atrai para olhar por uma homem ou uma mulher de rara beleza enquanto você já possui um cônjuge e um compromisso familiar, afasta urgentemente tal pensamento, pois é ele o princípio para uma bola de neve que aumenta e que pode um dia te causar o ato da traição, pelo teu descontrole, por não ter apagado o princípio do incêndio antes que ele queimasse tudo.

  Ao contrário dos pensamentos ruins, os bons pensamentos nos elevam a paz, nos trazem a presença de bons espíritos tanto encarnados quanto desencarnados, nos abrem portas para o progresso merecido pelo esforço em manter altas vibrações de amor.

  Para superarmos essa barreira tão difícil de eliminarmos as ervas daninhas que crescem na nossa mente e prejudicam o crescimento das flores perfumadas do bom pensamento, podemos fazer bom uso da prece, em momento de necessidade de socorro, em local apropriado e reservado, clamando dignamente pelo amparo da luz do mestre Jesus.

  Notamos que a prece nos socorre imediatamente quando feita com o coração, mas que passado alguns minutos ou horas, o pensamento perturbador pode retornar e o desequilíbrio nos assolar. Se esse for o caso, busca então a meditação, por alguns minutos, por algumas horas se preciso, afim de silenciar os pensamentos, afim de reequilibrar as forças e ao término lembra-te de orar em agradecimento.

  Não é fácil superar os males que enfrentamos devido às nossas imperfeições, mas é com disciplina que iremos conseguir. O mestre amoroso nos ensinou a vigiar e a orar e não foi por acaso, porque caímos constantemente em tentação, porque precisamos dispensar enormes esforços para atingirmos nossa elevação moral e espiritual.

  A mente que não faz uma limpeza semanal assemelha-se à casa abandonada que ruirá com o tempo. O bolor que a consome pode ser comparado aos vermes que se instalam nas mentes invigilantes e mal treinadas, gerando mais tendências ao erro, atraindo mais companhias prejudiciais.

  O pensamento pode chamar um ente querido que está no plano espiritual, em qualquer lugar do universo, o que nos faz refletir do poder que ele tem. Cuida bem da tua mente, higieniza-a constantemente, liberta-te do que te faz mal, joga aquela imagem, aquela cena prejudicial fora e mentaliza Jesus de braços abertos te esperando para um abraço caloroso de muita paz e amor.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O desenvolvimento mediúnico equilibrado.


  O ser humano é médium por natureza, podendo apresentar diversos graus de mediunidade. Uns vêem, outros ouvem, alguns sentem, outros desdobram e há também os que oferecem partes de seus corpos para a comunicação entre os dois planos, como é o caso dos que psicografam e incorporam.

  Essas características da mediunidade podem se apresentar isoladas ou em conjuntos. Um médium pode ter duas ou mais destas características. Sua evolução pode se dar naturalmente ao decorrer da vida corporal ou pode ser adquirida mediante o trabalho e estudo no caminho do amor.

  Infelizmente, há muita interpretação errada com relação à mediunidade. Algumas pessoas a mistificam e a transformam em missões obrigatórias de elevado caráter moral e doutrinador. Não façamos isso, pois raros são os casos em que podemos assumir que temos realmente a condição de missionários de Deus.

  Em sua grande maioria, a mediunidade vem como provação e não como missão. Somos ainda tão imperfeitos que seria muita pretensão de nossa parte assumirmos a condição de missionários quando temos muito o que aprendermos ainda. A maior parte dos médiuns vive portanto a mediunidade para passar por provações que podem lhe auxiliar na evolução da fé, resgatar dívidas com espíritos menos esclarecidos que sofreram com algum erro do atual médium em encarnações passadas, ou até mesmo auxiliar algum ente próximo por meio deste portal entre o plano material e o espiritual.

  Adotando essa condição de que somos apenas humanos e imperfeitos, o médium passa a encarar sua mediunidade não como uma glória que exalta o orgulho e a vaidade, mas sim como uma oportunidade abençoada de se redimir de suas faltas por meio da caridade.

  Havendo essa capacidade de se comunicar com os espíritos, o médium passa a atrair boas e más companhias, tudo isso conforme o seu estado moral. É por isso que vemos alguns médiuns de bom coração e paz inabalável, enquanto outros que fazem mau uso da mediunidade se encontram sempre com segundas intenções e em perturbações constantes.

  Ao primeiro sinal de uma faculdade mediúnica surgindo, recomendado é pela doutrina Espírita que o futuro médium recorra à casa ou centro Espírita, onde será socorrido e orientado para o correto desenvolvimento da mediunidade e a aplicação no trabalho benéfico da caridade.

  Existem cursos preparatórios para o correto desenvolvimento. O que nos mostram a importância do estudo para o equilíbrio de uma vida harmoniosa, sem que nos entreguemos às más condutas e percamos a preciosa oportunidade de conquistarmos mais um degrau em nossa caminhada progressiva rumo à purificação de nossos corações.

  Um médium equilibrado e bem orientado jamais irá fazer consultas de adivinhação e nem cobrar pelo que recebe de graça do Altíssimo. As adivinhações que costumamos ver irmãos indisciplinados oferecendo sem a menor consciência do que fazem, podem e geralmente causam mais problemas do que auxiliam. Revelar-lhe o futuro pode tirar o mérito da provação de nosso irmão, é como saber o que vai cair na prova antes mesmo de realizá-la, o que nos leva a sensação de estarmos trapaceando. Quem o faz, apenas atrasa seu crescimento e descobrirá ao desencarnar que novamente irá enfrentar a mesma provação afim de que dessa vez a supere dignamente.

  Não existe fórmula mágica que nos desenvolva a mediunidade. Cada um tem a sua, conforme programado antes de nosso nascimento no orbe terreno. Se, por ventura, à medida em que estudamos o evangelho e nos aplicamos no caminho do bem a mediunidade se desenvolve, pode ser a indicação de que Deus nos encaminhou para um melhor aproveitamento de nossa encarnação, mas não é necessário a ninguém ser médium para fazer o bem, todos têm a mesma capacidade de amar.

  Lembrando que a mediunidade não é exclusividade da doutrina Espírita, uma vez que todos somos médiuns, ela pode se manifestar em maior grau em qualquer religião. Há médiuns em todas as igrejas e credos, até ateus possuem mediunidade, muitas vezes para aprenderem que Deus existe e que a vida não se encerra neste frágil corpo material.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Você sabe realmente o que é aceitar Jesus?


  Aceitar Jesus não é tarefa fácil. Sair por ai gritando o nome de nosso amado mestre não vai mudar nada, só caracterizará uma exibição do orgulho e um estímulo da vaidade daquele que se diz servidor do Cristo.

  Quem não conhece um amigo ou parente que depois de tanto tempo numa religião decide mudar para outra e diz: Eu agora aceito Jesus na minha vida!

  Aceitar Jesus não é mudar de igreja, nem de credo, mas sim mudar de vida, alterar as más atitudes antes cometidas pelas novas a seguirem os passos ensinados carinhosamente pelo nosso mestre.

  Somos todos os dias convidados por diversas religiões à estudarmos o evangelho, é verdade, mas chamo-te a atenção para fazer mais do que isso, pois Jesus nos convida sempre a VIVERMOS o evangelho.

  Palavras vãs soltas ao vento não podem tocar corações, mas atitudes generosas e de benevolência não só tocam o coração, mas contagiam a multidão ao nosso redor. Não era isso que Jesus fazia? Ensinava, sim, pela palavra que explicava como se portar em frente a um irmão necessitado, mas fazia mais do que isso, levantava-se e exemplificava pela ação de socorrer o pobre irmão que clama por amor.

  Eis a verdadeira aceitação, a mudança interior no trato com um familiar, no respeito com um irmão menos esclarecido, no perdão de uma ofensa direcionada imprudentemente a ti. Se o corpo carece do pão para se sustentar no trabalho diário, a alma carece do pão espiritual oferecido pelo evangelho para se direcionar à reforma íntima.

  Jesus não desampara ninguém nesta vida, isso é um fato, mas é certo de que o mestre acompanha mais de perto aqueles que inclinaram o seus corações na prática do bem e do servir com amor. Ora, por que uns têm a pretenção de que o Cristo estaria com eles só pela imposição da fé, quando o próprio Cristo nunca a impôs? Não seria pela aplicação de seus ensinamentos, pela melhoria de nossa conduta como irmãos que somos, na prática da caridade que iriamos encontrar face a face com Jesus?

  Sim, é pelos teus atos que tua alma clareia a luz, purifica os sentimentos e eleva-se na longa escada para o céu. Levanta e obra, ama e compartilha, perdoa e aconselha, fazendo sempre o bem!

  Na dúvida se este é realmente o caminho certo, para e medita, põe Jesus em teu lugar e questiona o que o grande mestre teria feito nessa situação, observa então suas atitudes de amor infinito e esforça-te para seguir estes passos, pois são passos firmes num caminho difícil mas sublime, com oportunidades que precisam ser bem aproveitadas e que nos edificam a paz no coração um dia dilacerado por nós mesmos.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A alegria está onde você quer que ela esteja!


  "Os tristes acham que o vento geme; os alegres contam... que ele canta." Luiz Fernando Veríssimo

  A maneira como nosso humor influencia em nossa vida e na vida dos outros é impressionante. A mesma coisa pode ser vista, ouvida ou sentida de diversas maneiras, sendo umas boas, sendo outras ruins.

  Para que possamos "ouvir o vento cantar", preciso é que estejamos alegres com a vida, que elevemos os pensamentos às boas coisas e que deixemos a tristeza de lado.

  Um esforço pequeno que nos faz tão bem é iniciarmos o dia com uma oração de agradecimento por podermos descansar, por podermos levantar da cama e andar enquanto há os que não podem, por podermos respirar e sentir diversos cheiros, por termos um lar, um trabalho, quando muitos não o têm. A prece traz paz, quando feita de coração, e é maravilhosa oportunidade de agradecimento.

  Seguindo a prece, é possível fazermos uma meditação de 20 ou 30 minutos, reequilibrarmos nossas energias, visualizarmos paisagens da natureza, agradáveis e alegres, onde os pássaros cantam e as flores sorriem.

  Se nos esforçarmos para sermos alegres, conseguiremos. É fato que quem está triste parece afundar-se cada vez mais na tristeza, isso ocorre porque geralmente essa pessoa não faz o menor esforço para sair da tristeza. É preciso por em prática atitudes que beneficiem a melhora, visando libertar-se do mal que se sofre no momento.

  Notamos aqui que o remédio para a tristeza é a própria alegria. Que evitamos os pensamentos ruins com os próprios pensamentos bons. Que afastamos a cara fechada com o próprio sorriso. Cada esforço é um troféu na conquista da paz e somente a pessoa que vive a dor pode se curar, pois a felicidade não vem dos outros, ela está dentro de cada um de nós.

  Tentemos ver sempre o que há de positivo nos acontecimentos, mesmo que pareça difícil, sempre haverá lição valiosa e benéfica ao nosso crescimento. A alegria está em todos os lugares, somos nós que não aprendemos a vê-la e a conservá-la conosco.

  Você já percebeu como é diferente a reação de uma pessoa que recebe um bom dia alegre se comparada com a reação de outra que talvez nem bom dia receba?

  Cultivemos a alegria como quem cultiva uma planta, dando a devida atenção a ela diariamente, regando-a para que cresça forte, afofando a terra para que suas raízes se espalhem confortavelmente no nosso coração e então ouviremos a linda canção do vento, uma canção de amor, de paz e de alegria que é levada por todo o globo terrestre, pois o vento chega a todos nós, sem distinção.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A crítica nunca vem sozinha, ou vem com amor, ou vem com inveja.


  "Se as críticas dirigidas a você são verdadeiras, não reclame, se não são, não ligue para elas." Francisco Cândido Xavier

  A importância que damos a opinião alheia é o que determina o grau de sofrimento e perturbação que sofremos no convívio social.

  Aprender a receber uma crítica é tão importante quanto aprender a fazer uma crítica ao próximo. Devemos procurar olhar sempre o que de positivo ela nos traz.

  Se o que te falam é verdade ou não, é você quem deve saber, pois é você quem deve se conhecer melhor. Há casos em que pessoas dizem que fulano a conhece melhor do que ela a si mesma, mas isso é um erro, pois demonstra o desleixo que cometemos em não nos auto-avaliarmos.

  Quando sabemos quais são nossas imperfeições, vivemos melhor. Ao conhecer-te, você pode receber a crítica de uma forma muito mais suave e não gerar uma discussão por causa dela. Pelo contrário, pode até mesmo meditar sobre a crítica e buscar corrigir a imperfeição que incomoda o teu próximo, fazendo o bem a ti e aos que contigo convivem.

  E se a crítica não for verdadeira, basta não dar a devida atenção a ela, pois a inveja muitas vezes causa situações constrangedoras que levam as pessoas a tentar nos difamar. Certo de que aquilo que te acusam não é o que você realmente é ou fez, procura compreender a imperfeição do teu próximo que apenas julga, sem estar na tua pele e vê nele apenas um irmão mais necessitado de amor do que você mesmo.

  Criticar visando melhorar, é bom desde que feito com amor, criticar visando humilhar, não é bom pois não expressa bons sentimentos.

  Difícil é deixarmos o nosso orgulho de lado e nos abrirmos para ouvir melhor, para entender a crítica, para harmonizar a relação com o próximo.

  As críticas sempre existirão, cabe a cada um de nós sabermos fazê-las e sabermos recebê-las, dando importância só ao que fará bem a nós e deixando de lado o que nos impede de progredir em paz.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Somos semelhantes, porém únicos.


  "Ninguém é igual a ninguém, todo ser humano é um estranho ímpar." Carlos Drummond de Andrade.

  Deus criou cada um de nós como um ser único, individual, que não precisa de ninguém para se completar, nem mesmo alma-gêmea. Cada um de nós possui características boas e ruins hoje, mas no início cada um de nós foi criado simples e ignorante para que pudéssemos escolher nosso caminho evolutivo.

  Se hoje a pessoa é boa, é porque ela escolheu fazer o bem, se hoje ela é má, é porque ela escolheu fazer o mal. O livre arbítrio nos conduz a tomadas de decisões, as escolhas na vida que refletem no nosso "eu" interior.

  Por isso, não se compare aos outros, não queira ser igual aos outros, seja você mesmo e se achar que algo não está bom em você, mude porque você quer, não porque os outros acham que você deve fazê-lo.

  Conhece-te a ti mesmo, interroga tua consciência, questiona o que fez de bom, o que fez de mau e o que deixou de fazer sendo omisso. A descoberta de quem somos é o primeiro passo para uma reforma íntima bem sucedida. Afinal, como posso melhorar se não sei em que preciso melhorar?

  Nossa individualidade é o que nos faz sermos únicos e seria incoerente nós morrermos na carne e os nossos espíritos se unirem num todo, formando uma grande massa de energia como algumas pessoas pensam, pois se houvesse tal união, perder-se ia essa individualidade, tal como uma gota d'água que cai no oceano, sendo impossível de distinguí-la novamente.

  Após a saída do corpo, o nosso espírito mantém essa individualidade, continua com o conhecimento adquirido na experiência terrena, mantém os sentimentos que possuía na derradeira hora, mas volta ao plano espiritual no mínimo igual, no máximo melhor, mas nunca pior do que quando de lá saiu para encarnar.

  Por isso o espírito muitas vezes ainda conserva a aparência que tinha na última encarnação, o jeito de falar, as manias e as afinidades e a medida em que ele progride, depura-se, elimina o que tem de ruim em si próprio e torna-se mais brilhante, mais simples e humilde, mais próximo do amor de Deus.

  Você é um ser único, lindo, capaz e que deve ter o total controle da sua vida, pois as escolhas são suas, portanto pense, escolha o que fará o bem afim de não se arrepender depois de seus atos.