quarta-feira, 30 de abril de 2014

Amor, o sentimento sublime.

O amor é de essência divina, desde o mais orgulhoso até o mais humilde o possui em seu coração. Toda criatura, racional ou não, possui a semente do amor, mas nem todas estão prontas para fazê-la germinar.

  A grande maioria de nós o esconde sob o véu do orgulho e o transforma em apego, um sentimento que apresenta a sensação da posse sobre o próximo, causando-nos diversas ilusões e variados sofrimentos.

  Amar não é de direito apenas dos corretos e dos bons, mas também dos assassinos, dos bandidos, dos viciados. Todos, mesmo que apresentem más inclinações, sempre apresentam amor por alguém. Vide o assassino que ama e protege sua mãe, mas não pensa 2 vezes em matar o desconhecido. Vide o drogado que joga sua vida fora, mas ama sua namorada. Ainda que seja numa forma precária de se apresentá-lo, o amor está lá, só não é bem compreendido pela nossa falta de conhecimento. Aprender a amar é um trabalho de muitos séculos de encarnações, depurações, melhorias e renúncias.

  O amor está contido em nós, isso é fato e deve ser usado diariamente. Ao acordarmos, digamos eu te amo para aqueles com quem convivemos, ao trabalharmos, digamos eu te amo para aqueles com quem trabalhamos. Ter vergonha de amar e se expressar é ter vergonha do que Deus criou, pois o amor é divino. Se Jesus nos deu tantos exemplos de como amar, não seria então importante nós aprendermos como amar? Obviamente o esforço do Mestre não foi para que seus pupilos apenas observassem, mas sim para que aprendessem e colocassem em prática, portanto, amemos!

  A quem devemos então amar? A nossa família apenas? Não, pois Jesus nos ensinou que nossa família são todos os que Deus criou, desde o pequenino ao grandalhão, desde o desconhecido ao amigo de todos os dias. A família se estende pelo universo da criação e Deus nos apresenta diariamente novas pessoas para que aprendamos a amá-las. Não é por acaso que você tem conhecido pessoas que jamais imaginaria que passariam pela sua vida.

  Todos somos irmãos perante o PAI, sendo assim a todos com quem encontramos pela vida são nossos familiares. Jesus nos ensinou a amar o próximo como amamos a nós mesmos, ele não restringiu isso a família, nem a nação, mas estendeu o convite a tudo e a todos, amai sempre, amai a todos.

  Os efeitos do amor são o aperfeiçoamento moral da raça humana e a felicidade durante a vida terrena.

  Aplicai-vos neste caminho e entenderás o bem que fazes a ti também.

  Pense nisso!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Peça por trabalho e obtereis!


  Os espíritos superiores ao compartilharem os seus conhecimentos, permitem a descoberta de novas tecnologias no plano terrestre. Eles vêm exatamente permitir que o  homem possa aplicá-las no trabalho, reduzindo assim o esforço físico, ganhando tempo e até mesmo curando moléstias. Uma evolução pequena se comparada com a da eternidade, mas suficiente para a encarnação vivida. É graças a esse desenvolvimento que novos postos de trabalho são criados de acordo com a nossa necessidade atual.

  O caminho para a evolução consiste na reencarnação, no entanto, em cada vida terrena encontramos-nos dispostos a aprender um ou mais novos ofícios. Se hoje tu és carpinteiro, outrora fostes mecânico, jardineiro, pintor, médico, professor, etc..

  O trabalho dignifica o homem, permite a ele obter seu sustento e auxiliar o próximo empregando trabalhadores. Empregar é uma das maiores caridades, pois provê sustento não para um, mas para uma família ou mais pessoas ainda.

  Muitos de nós nos afligimos com a perda do trabalho e geralmente isso ocorre com aqueles que não se esforçaram, não estudaram, não souberam dar valor e não foram gratos pela oportunidade que lhes fora concedido.

  O sucesso no trabalho requer dedicação, disciplina, estudo e respeito. Quem se esforça, conseguirá trabalho, basta confiar em Deus, pois lembremos que nos foi ensinado que se pedirmos em prece, obteremos. Mas não confundamos "trabalho" com "emprego". A primeira palavra não escolhe a tarefa, aceita qualquer serviço humilde, mas a segunda tem sido aplicada no sentido de estabilidade, trabalho fácil e garantido. As vezes precisamos começar por baixo, em um trabalho que não é da nossa área, afim de que um dia tenhamos a oportunidade de progredir para a área desejada, de acordo com o nosso merecimento, pois Deus sabe qual é o melhor caminho para percorrermos.

  Não te aflijas nas dificuldades, mesmo que sejam do trabalho, se te faltas trabalho, pede ajuda, mas não pede para que caia do céu, pede para que te seja concedida a oportunidade de aprender um ofício que lhe seja proveitoso e mesmo que não lhe dê rios de dinheiro, que ao menos não lhe deixe passar necessidades.

  Alguns de nós recusamos trabalhos mesmo quando desempregados por puro orgulho, por achar que temos que manter um padrão de vida alto. Ledo engano daquele que assim pensa, pois devemos lembrar que temos que compartilhar o nosso supérfluo e também compartilhar o nosso necessário, uma vez que dentro do necessário ainda há muito supérfluo.

  Quantas não são as pessoas que pedem por trabalho e não o obtém? Estas são aquelas que não aprenderam a pedir, querem um "emprego" digno de suas posições sociais, não aceitam o trabalho simples e humilde, vêem no ato de lavar roupa, carpir o terreno, vender de porta em porta, trabalhos para os que não estudaram, mas esquecem-se de que todo trabalho é bendito, desde que não cause o mal ao próximo.

  Nessa última questão dita, chamo a reflexão o trabalho em "pirâmides", as quais precisam que alguém compre algo seu para que você ganhe e quando ela vende para outro, você ganha comissão em cima dela e vai ganhando e ganhando e ganhando, mas no final das contas você percebe que não vende um produto físico e nem um serviço, na verdade você vende uma enganação e aquele que comprar por último é que paga toda a conta, sendo lesado. Nesse caso, não se esqueça que a justiça divina há de cobrar-te ceitil por ceitil.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A caminhada com Deus.


  A caminhada é um exercício simples, benéfico para o nosso organismo e também para o nosso equilíbrio emocional. Não é de hoje que a ciência descobriu os benefícios que ela traz, mas a caminhada com Deus traz mais benefícios ainda.

  E como nós podemos caminhar com Deus? Tem hora e lugar certo para isso? Posso fazer sozinho? Muitas são as indagações, mas é bem mais fácil e simples do que podemos imaginar.

  Uma simples caminhada até a padaria, até o bairro vizinho para falar com um amigo, em qualquer horário, dia e local pode se tornar a caminhada com Deus. Para podermos fazer isso, preciso se faz que trabalhemos a nossa mente no momento da prática.

  Ao sairmos de casa, nos deparamos com lugares, situações e pessoas que muitas vezes esquecemos de dar a devida importância. Eles estão sempre ali, no nosso caminho, mas nós nem sempre estamos lá, pois nossa mente costuma ficar presa aos problemas do dia-à-dia. Existe uma pesquisa atual que registrou um crescente número de acidentes de pessoas que andam distraídas na rua usando seus smartphones, sem prestar atenção acabam por serem atropeladas, não é isso um absurdo da nossa conduta moderna?

  Saia para caminhar, liberte sua mente de qualquer preocupação, observe a beleza das árvores e agradeça a Deus por poder ver coisas tão belas. Ouça o cantar dos pássaros e agradeça a Deus por poder ouvir sons tão agradáveis. Sinta o ar puro preencher o seus pulmões e agradeça a Deus por poder respirar. Caminhe em um rítimo tranquilo e observe a oportunidade de agradecer a Deus por poder se locomover. Temos tantas coisas para agradecer, não é mesmo?

  O exercício é bem simples, basta ir agradecendo mentalmente cada coisa, pessoa, gesto e situação que você se depara no caminho. Quanto mais você agradece, mais o seu protetor espiritual encontra condições de lhe libertar das amarras da vida física e lhe aliviar o peso das más vibrações acumuladas. É caminhando e agradecendo que nos banhamos na luz da paz e do amor que Deus nos devolve.

  Já sabemos, aqui nesta doutrina maravilhosa, que o pensamento é força que nos conduz a um estado de perturbação ou de paz, nós é que escolhemos o estado em que queremos permanecer. Se você sair de casa praticando essa conduta de higienização mental, logo notará os benefícios que ela lhe traz.

  Basta imaginar a alegria de Deus em ouvir os teus agradecimentos, em saber quem você se lembrou um pouquinho Dele nesse dia "tão corrido" que tem "apenas" 24 horas.

  Pense nisso e se puder pratique a caminhada com Deus, agradecendo e contra-balanceando com todos aqueles pedidos que você tem feito.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Onde a felicidade mora?


  Você sabe onde mora a felicidade?
  Sim, se você deseja encontrar a felicidade, primeiro é preciso saber onde ela mora.
  Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas a felicidade pode ser encontrada em vários lugares e revestida das mais variadas formas.
  No entanto, é preciso procurar com sabedoria, para não seguir falsos guias ou falsas trilhas.
  Muitas vezes o prazer tem acenado para as pessoas que estão em busca da felicidade, mas logo ele se vai, deixando rastros confusos e um forte sabor de amargura.
  Outras vezes a riqueza se diz proprietária da felicidade, mas nem sempre consegue aprisionar essa fugitiva, que logo se vai, deixando uma sensação de vazio naqueles que acreditam em suas falsas promessas.
  Não raro, o poder, travestido de orgulho, se coloca como único mensageiro da felicidade, iludindo aqueles que caem em suas malhas cruéis.
  Sem escrúpulos, a ambição desmedida tem se apresentado como guia capaz de conduzir os interessados à morada da felicidade, mas, tão logo suas vítimas abrem os olhos, já estão bem distantes do seu objetivo.
  D’outras vezes, a juventude, de combinação com a beleza física, arrebata criaturas descuidadas que estão em busca da felicidade, para logo mais abandoná-las, sem rumo e sem esperança, na estrada da desilusão.
  Talvez seja por isso que a felicidade é o tesouro mais procurado e mais dificilmente encontrado.
  E você sabe por quê? Porque o homem a tem buscado em coisas exteriores, situações passageiras ou em outras pessoas.
  Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem a florida juventude, nem mesmo todas essas condições tão desejadas reunidas são condições essenciais à felicidade...
  Isso se pode constatar porque incessantemente se ouvem, no seio das classes mais abastadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.
  Quem deseja, sinceramente, ser feliz, sabe que a felicidade independe de valores externos, mas é a somatória de vários fatores internos, como o dever cumprido, a consciência tranqüila, a serenidade da alma.
  Ao contrário do que se pensa, a felicidade não é ausência de sofrimento, de dor, de obstáculos no caminho, mas é o estado d’alma que o ser conquista, apesar de todos os desafios naturais da caminhada evolutiva.
  Todos os grandes líderes da humanidade lutaram até atingir sua meta: alcançar a felicidade possível, neste planeta de provas e expiações.
  Buda renunciou a todo conforto principesco para conquistar a iluminação.
  Maomé sofreu perseguições e permaneceu invencível até alcançar sua meta.
  Gandhi foi preso inúmeras vezes, sem reagir, fiel aos planos de não-violência e da liberdade para seu povo.
  E Jesus preferiu a cruz infamante à mudar seu comportamento baseado no amor.
  Como se pode perceber, a felicidade de cada indivíduo depende da fidelidade que cada um tem para consigo mesmo e para com as metas que estabeleceu para alcançá-la.
  Assim sendo, a felicidade encontra morada onde quer que exista alguém disposto a lhe dar guarida.
  Pode ser num casebre ou numa mansão, num leito de dor ou num jardim de alegrias, o importante é saber senti-la e saber cultivá-la.
  E você? Gostaria de plantar nos jardins secretos da sua alma, as sementes de felicidade?
  Pense nisso!

  "Na terra, a felicidade somente é possível quando alguém se esquece de si mesmo para pensar e fazer tudo que lhe seja possível em favor do seu próximo."
  Pense nisso!

Fonte: R.M.E.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Será que estamos sozinhos?

  O blog Refletindo o Espiritismo da querida amiga Gabriela traz hoje uma publicação muito importante. São 3 vídeos de alta qualidade, com instruções preciosas sobre o tema obsessão e que esclarecem-nos sobre como nós mesmos somos os culpados por esses acontecimentos.

  Gostaria de pedir que você, mesmo não sendo espírita, que compartilhe o link abaixo, pois a importância desse aprendizado pode chegar ao nível de salvar muitas vidas, hoje jogadas fora por nossa imprudência no modo de vivermos.

  Vale a pena conferir, abaixo segue o link:

http://refletindooespiritismo.blogspot.com.br/2014/04/sozinho.html

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Depressão na infância.


  Está se tornando frequente a discussão em torno da problemática da depressão na infância.
  É assustador o número de crianças que entram nesse estado d’alma, preocupante.
  Mas, embora se tente descobrir as causas geradoras desse mal, e se levantem várias questões em sobre o assunto, o problema continua.
  Para um observador atento, talvez não seja difícil detectar as possíveis raízes do problema.
  É que, envolvidos na agitação da sociedade atual, os pais e demais familiares têm esquecido de dar a devida atenção aos pequeninos.
  De forma geral, eles são relegados a segundo plano na ordem das prioridades.
  Em primeiro lugar, vem a ocupação com os recursos financeiros que garantam a sustentação física da família. E essa preocupação absorve a tal ponto os pais, que muitas vezes os infantes são atropelados ao invés de conduzidos com amor e carinho.
  É comum observarmos os pequenos no banco traseiro do automóvel ou na janela do ônibus escolar, de rostinhos melancólicos olhando para o nada, como se estivessem absorvidos por profundos questionamentos.
  Se pudéssemos ouvir seus devaneios, talvez escutássemos suas angústias íntimas:
Por que tenho que sair do meu lar aconchegante e ir ter com pessoas que nem conheço?
  Por que preciso deixar meus brinquedos e ir brincar com aquelas outras crianças que querem tomar os meus e não deixam eu brincar com os delas?
  Será que a tia não vai brigar comigo? Será que algum menino maior que eu não vai me bater? Será que vai entrar um assaltante na escola e vai me roubar?
  E que tal se, quando eu voltar para casa, toda minha família tenha sumido, ido embora? Ou então, será que minha mãe vai lembrar de me buscar no final da aula?
  Para o adulto, que vive uma realidade diferente da da criança, tudo isso parece pueril, mas para ela é motivo de inquietação e angústia.
  Hoje em dia, movidos pelo desejo sincero de prevenir as crianças contra os males das drogas e da violência, talvez tenhamos jogado uma carga demasiado grande de pavores sobre essas almas ainda frágeis.
  No lar, muitas delas convivem diariamente com a brutalidade e a violência dos jogos eletrônicos, sem maturidade para separar o que é ficção do que é realidade.
  E, um dia, elas saem do lar e partem para um mundo diferente do seu, cheias de medos e inseguranças.
  Além disso, carregam, nas profundezas da alma, traumas e conflitos de outras existências, pois não podemos esquecer de que nossas crianças são espíritos reencarnados.
  Considerando isso tudo, se realmente desejamos ajudar nossos filhos, busquemos entendê-los melhor. Procuremos penetrar no seu mundo e oferecer-lhe o amparo e a proteção de que tanto necessitam.
  Socorramos nossos pequenos que rogam, muitas vezes através da rebeldia, nossa atenção e carinho, para que possam caminhar com segurança nesse mundo turbulento e assustador para muitas delas.

  Pense nisso!

  Não espere que seu filho mostre sintomas de depressão, observe-o e ampare-o sempre.
  Repense as atividades que lhe são impostas e verifique se não o estão sobrecarregando, vergando suas estruturas psicológicas ainda frágeis.
  Muitas vezes, com o intuito de preparar nossos filhos para o mundo competitivo de hoje, esquecemos de considerar aspectos importantes do seu psiquismo, principalmente as suas tendências e aptidões.
  É importante que nos questionemos sobre o que é mais importante: instruir muito bem o homem, ou formar o homem de bem.

  Pensemos nisso!

Fonte: R.M.E.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Temos olhos de ver, não de observar...


  Andamos mundo afora sem olharmos ao nosso redor, sem olharmos para o alto, nossas cabeças facilmente pendem para baixo, observam o chão, preocupam-se com o lugar onde vamos pisar, mas deixam de observar as maravilhas que Deus criou.

  Você já parou para olhar o céu hoje? Você já observou a copa das árvores na rua em que você caminha todos os dias? Já viu aquele edifício novo que você ainda não tinha reparado e que está lá a mais de 10 anos, bom, ele já não é mais tão novo assim.

  Somos desligados das coisas porque ninguém nos ensinou a repará-las. Nós é quem devemos aprender a ver, afinal os olhos são nossos. Nós é quem precisamos parar um pouco para respirar o ar, senti-lo entrar em nossos pulmões, observar o azul do céu, sentir a luz do sol na nossa pele.

  Quando somos crianças, costumamos ver as nuvens, observar as formas engraçadas que elas parecem ter, mas quando crescemos só olhamos o cinza do asfalto e das calçadas. Quanta perda de tempo! Quantas flores lindas deixamos de observar nas árvores que Deus criou!

  Pagamos para um terapeuta, psicólogo ou qualquer outro profissional nos tratar de males que muitas vezes poderiam ter sido evitados apenas com a observação calma, tranquila e agradável da natureza. Poucos minutos de relaxamento e de dedicação, uma forma de retribuir à Deus o amor que Ele depositou em cada uma de suas criações.

  Temos pressa, é verdade, o ônibus não nos espera, o trabalho nos chama, a escola vai soar o sinal... O curioso é que a natureza está ali, todos os dias, bela e formosa, esperando para te acariciar a vista como um sorriso do Criador, mas nós, nas nossas míseras 24 horas, porque é muito pouco tempo para um dia, não paramos para observar nada disso. Quando paramos, nos assustamos. Que é isso que eu nunca vi naquele lugar? Já estava lá? Que lindo!

  À noite não é diferente. O céu ganha a lua que reflete a luz do sol, rodeada de pontos de luz que são as estrelas mais distantes, todos esses lugares são moradas que Deus criou, lugares habitados por nossos irmãos e que um dia serão nossas moradas. Há muitas moradas na casa de meu Pai, não esqueçamos dessa linda e marcante frase do Evangelho do Senhor.

  Há tanto para se observar, mas precisamos desenvolver em nós a sensibilidade de sermos capazes de fazê-lo. Não basta dar uma olhadinha rápida, é preciso apreciar, é preciso sentir em cada pétala a bondade que Deus ali colocou. Não te agrada o perfume das flores? Preciso é que se aspire com cuidado, para melhor sentí-lo, para perfumar o seu próprio interior.

  Aprendamos a ver com calma, a sentir com delicadeza, a apreciar toda a beleza que só Deus consegue criar, pois Deus é a infinita bondade, infinito amor, infinito poder e infinita presença em nossas vidas!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

De onde vem a verdadeira mudança?


  Diante de todas as nossas dificuldades, chega sempre um momento em que não suportamos mais viver do modo que vivemos. Mudanças são necessárias, mas como fazê-las? De onde provém? Parece-nos um pouco difícil sair daquela rotina diária para adentrarmos em um novo modo de ver, agir e pensar, mas é necessário.

  Não nos basta muda a roupa, nem mudar o timbre da voz, tão pouco fazer um penteado novo. Existem portas a se abrir que nos levam para o nosso interior, nas profundezas dos sentimentos mais ligados ao nosso ser.

  Quando adentramos à essas portas, logo notamos uma bagunça, o lugar parece todo desarrumado, há poeira para todo lado, como pudemos deixar nosso interior assim por tanto tempo abandonado?

  O fato é que nos importamos muito com as coisas exteriores, mas pouco realizamos com as interiores. Para essa faxina geral, é preciso iniciar a reforma íntima. É preciso buscar ajuda, porque o trabalho é grande e pesado, mas ao final terá valido à pena.

  Quando compramos algo, pedimos opiniões, consultamos na internet, comparamos com o do vizinho, não é verdade? Pois bem, com quem podemos comparar a faxina do nosso interior? Com Jesus!

  O grande mestre de todos os tempos é exemplo eterno de conduta. Nos ensinou a agir, nos ensinou a falar, nos ensinou a pensar, nos ensinou a meditar, mas acima de tudo, nos ensinou a pedoar e a amar. Para essa faxina, temos que nos espelhar no Cristo e jogar fora tudo aquilo que Ele não levava consigo. É o despojar das ferramentas fúteis e inúteis, é o despir-se da maldade e da mágoa, é deixar espaço limpo e organizado para  a entrada do amor. Use o espanador do perdão e o esfregão do amor para tirar o pó e dar brilho ao seu interior, fazendo a luz resplandecer de dentro para fora.

  À medida em que praticamos essa mudança, tudo fica mais simples, mais fácil de encontrar, mais acessível não só a nós, mas também aos que conosco convivem. Lembra-te de que muitas vezes o teu próximo requer dozes diárias de amor, mas você não conseguia encontrar esse amor em meio a tanta bagunça, tanto ódio espalhado, tanta mágoa amontoada, oh! quanta tralha em nosso interior.

  Se você chegou nesse estágio em que precisa da mudança, então siga esse simples roteiro, busque mudar o que lhe faz mal e pratique o que lhe fará bem, siga os passos de Jesus e logo encontrará coisas maravilhosas que estavam guardadas a 7 chaves dentro do teu próprio coração. Pratique a reforma íntima!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Oi, Jesus, Eu Sou o Zé.


  Cada dia, ao meio dia, um pobre velho entrava na igreja e, poucos minutos depois, saía. Um dia, o sacristão lhe perguntou o que fazia, pois havia objetos de valor na igreja.
  Venho rezar, respondeu o velho.
  Mas é estranho, disse o sacristão, que você consiga rezar tão depressa.
  Bem, retrucou o velho, eu não sei rezar aquelas orações compridas. Mas todo dia, ao meio dia, eu entro na igreja e falo: "Oi, Jesus, eu sou o Zé, vim Lhe visitar".
  Num minuto, já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que Ele me ouve.
  Alguns dias depois, Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital. Na enfermaria, passou a exercer grande influência sobre todos.
  Os doentes mais tristes tornaram-se alegres e, naquele ambiente onde antes só se ouviam lamentos, agora muitos risos passaram a ser ouvidos.
  Um dia, a freira responsável pela enfermaria aproximou-se do Zé e comentou: os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre, Zé...
  O pobre enfermo respondeu prontamente: é verdade, irmã. Estou sempre muito alegre! E digo-lhe que é por causa daquela visita que recebo todos os dias. Ela me faz imensamente feliz.
  A irmã ficou intrigada. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. Aquele velho era um solitário, sem ninguém.
  Quem o visita? E a que horas? Perguntou-lhe.
  Bem, irmã, todos os dias, ao meio dia, ele vem ficar ao pé da cama por alguns minutos, talvez segundos... Quando olho para Ele, Ele sorri e me diz: "Oi, Zé, eu sou Jesus, vim te visitar".
  A história é singela e seu autor é desconhecido.
  No entanto, o ensinamento que contém nos faz refletir profundamente.
  Fala-nos da fé, da simplicidade, da dedicação e da perseverança.
  Quem de nós dispõe, como o Zé, diariamente, de alguns minutos para falar com Jesus?
  Muitos ainda confundimos a oração com um amontoado de palavras que vão saindo da boca, destituídas de sentimento e de humildade.
  Quantos de nós temos tal perseverança, tanto nas horas de alegria quanto nas de dor, para elevar o pensamento a Jesus, confiando-lhe a nossa intimidade, com a certeza de que ele nos ouvirá?
  A oração é uma ponte que se distende da alma opressa para que o alívio possa chegar.
  "É o fio misterioso, que nos coloca em comunhão com as esferas divinas."
  "É um bálsamo que cura nossas chagas interiores."
  "É um templo, em cuja doce intimidade encontraremos paz e refúgio".
  Enfim, "para as sombras da nossa alma, a oração será sempre libertadora alvorada, repleta de renovação e luz."
  É importante que cultivemos a fé inabalável nas soberanas leis que regem a vida e das quais o Sublime Galileu nos trouxe notícias.
  É preciso orar, ainda que a nossa oração seja singela, mas que seja movida pelo sentimento.
...............
  "Orando, chegarás ao Senhor, que te deu, na prece, um meio seguro de comunicação com a infinita bondade de Deus, em cujo seio dessedentará o espírito aflito..."

Fonte: R.M.E.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Como ajudar alguém?


  Há diversas formas de auxiliarmos aqueles que precisam de ajuda, no entanto a mais comum tem sido dar conselhos. Um conselho pode ser útil para reflexão, mas na grande maioria das vezes não surte muito efeito. Isso se deve ao fato de que palavras sem ações não transmitem a confiança necessária para se acreditar que é possível fazer aquilo que se aconselhou, portanto elas dificilmente nos convencem por completo.

  Percebemos aqui que mais importante do que aconselhar é exemplificar na prática. Não basta aplicar sermões de que não se deve fumar, se na frente dos outros eu fumo, não basta dizer que é errado roubar, se na primeira oportunidade eu me apodero das coisas alheias, não basta dizer que é preciso se tornar uma pessoa melhor, se eu mesmo não faço uma reforma íntima para mudar meus pensamentos e atitudes.

  Jesus ensinou muitas coisas pelas palavras, mas exemplificou todas elas por gestos de humildade e bondade. Vestiu a túnica do semeador que plantava sementes de amor nos corações e depois as regava recebendo os necessitados, curando, convidando-os a pregar a boa nova, alimentando os famintos, perdoando os seus agressores pouco esclarecidos.

  Muitas vezes temos pessoas no nosso círculo familiar que precisam de muita ajuda, mas nós insistimos em aconselhar e não vemos resultado algum, mudança alguma que venha a nos alegrar o coração pelo esforço prestado. Então desistimos, porque julgamos que nunca seremos capazes de ajudá-lo. Já pensou se Jesus tivesse desistido de nós?

  Se teus conselhos não chegam ao coração do teu próximo, vai e dá bons exemplos de conduta, mostre-lhe ser possível para você fazer o bem e ele entenderá que todos o podem fazer. Nada melhor do que ver uma pessoa tão imperfeita como nós realizando aquilo que temos tanto receio de sermos capazes de fazer. É exatamente ai que renovamos forças e despertamos a coragem para mudarmos.

  Não importa se o exemplo dado foi apenas 1 vez, 2 vezes ou 100 vezes. Cada um tem o seu tempo para entender o recado e a nossa função não é mudar os outros, mas sim auxiliá-los por meio da boa conduta. Há espíritos que levam vários séculos para progredirem alguns centímetros na escala evolutiva e nem por isso seus protetores espirituais os abandonam. Enquanto nós tivermos energia para darmos bons exemplos e mostrarmos o caminho do amor e da caridade, temos que fazê-lo. Nem que dure toda esta encarnação, nem que tenhamos que voltar noutra só para seguir reavivando a memória daqueles que amamos e que necessitam entender que só o amor cobrirá a multidão de pecados.

  Que mãe que ame verdadeiramente o seu filho o abandonaria ao sofrimento? Não tentaria ela ajudá-lo até o último fio de suas forças? E mesmo que fracassasse não se levantaria novamente para tentar outras vezes? E mesmo quando perdesse as esperanças, ao ver que o filho deseja aceitar a ajuda, não abriria ela os seus braços afim de lhe receber no seio materno e dar-lhe nova oportunidade?

  Ninguém pode forçar o outro a mudar, mas todos podemos deixar vivo na memória dos que nos cercam, o caminho a ser seguido, perdoando e amando, agindo com serenidade e humildade, acolhendo e compartilhando, porque o bom exemplo se torna imagem viva e eterna na memória do espírito.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O caminho a percorrer.


  O caminho a ser seguido é um só... Não tente atalhos...
  Não tente burlar a você mesmo, na capacidade de caminhar para progredir.
  Lembre-se que tudo pode ser movido quando temos um propósito dentro de nós...
  Nossas conquistas dependem de nós mesmos, de nossa capacidade individual.
  Vivemos em grupo para exercitarmos nossa individualidade, pois cada um é um e, quando nos juntamos em grupo, podemos por em prática nossos conhecimentos e nos abrirmos para novas lições.
  Somos a todo instante, professores e ao mesmo tempo alunos, passamos para o nosso próximo, aulas de vida e recebemos lições de vida todos os dias.
  Por cada etapa percorrida vamos sempre lembrar aquela em que nos foi mais difícil superar, e quando não nos lembramos daquelas que foram fáceis e boas é porque temos muito a aprender,aprender para crescer, aprender para ensinar e divulgar o aprendizado.
  Precisamos uns dos outros e ninguém nos é indispensável, nem poderemos pensar que vamos estar só, pois o que sabemos temos que repassar, para podermos criar uma sinergia com nossos companheiros de estrada, aprendemos com eles e ensinamos a eles...
  Você jamais conseguirá chegar a algum lugar se não tiver dentro de você, a certeza de poder dividir o seu conhecimento com aqueles que estão ao seu redor.
  Esqueça as estradas onde precise caminhar sozinho(a), esqueça a casa onde vive trancado(a), mas abrace sim, todos os caminhos que o(a) levarem para o aprendizado e aprimoramento pessoal e em grupo, nunca deixe de tentar aprender, mesmo que ache que já tenha aprendido e vivido tudo, porque sábio(a) é aquele(a) que procura aprender todo dia.

Lourival Silveira - Diretoria CEAL

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Ouvidos de ouvir.


  Uma reunião com índios americanos revela um ensinamento importante e urgente.
  Agrupados os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. Todos calados à espera do pensamento essencial.
  Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem.
  Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais.
  Esses pensamentos são estranhos aos demais. É preciso tempo para entender o que o outro falou.
  Se alguém falar logo a seguir, são duas as possibilidades que se pode pensar.
  Primeira - quem falou está dizendo: Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua fala.
  Segunda: Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
  Em ambos os casos, está se chamando o outro de tolo. O que é pior do que uma bofetada.
  O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.
  Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz silêncio dentro, começa-se a ouvir coisas que não se ouvia.
* * *
  Muitos são os cursos oferecidos pelo mundo afora, pretendendo ensinar a falar. Ter uma boa oratória é fundamental nos dias de hoje.
  Mas será que apenas saber falar é suficiente? Não estamos esquecendo o que vem antes? Não estamos esquecendo de aprender a ouvir?
  Não existem cursos de escutatória, é certo, mas aprender a ouvir corretamente é de suprema importância.
  A postura humilde de quem ouve, de quem presta atenção nas palavras do outro, do que o outro diz ou não diz, é a postura do homem de bem.
  Ninguém se educa, ninguém cresce, se não aprende a escutar.
  Alberto Caieiro dizia que não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma.
  Silêncio dentro da alma significa que os pensamentos devem emudecer de quando em vez.
  As ideias preconcebidas, a tal maneira como sempre pensei, devem calar um pouco, e considerar algo distinto, saborear o novo.
  Todos os grandes da Terra souberam ouvir, souberam se desprender de suas ideias e considerar novas, considerar o algo mais.
  Grandes escritores são antes grandes leitores. Sabem escutar outros livros, antes de recitar os seus próprios.
  Que possamos aprender a ouvir mais, a respeitar mais a opinião do outro, e assim aprender com todos, independente se sabem mais ou menos do que nós.
  Exercitemos a tal escutatória e cultivemos o silêncio na alma, nos pensamentos.

  Pense nisso.

Fonte: R.M.E.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Noções básicas sobre o passe.


  O serviço de passe pela imposição das mãos tem ao menos duas divisões: o passe magnético e o passe mediúnico.
  O passe magnético consiste na imposição das mãos sobre a pessoa doente ou aflita, o médium sozinho emana seus fluídos e vibrações na direção do necessitado e oferece a essa pessoa exatamente aquilo que ele tem dentro de si. Nesse caso, o médium mais do que nunca precisa compreender a importância de se abster de alimentos como a carne e o chocolate pelo menos no dia do trabalho, pois eles emanam certas substâncias prejudiciais ao serviço do passe. Longe estamos de conseguirmos a pureza necessária para fazermos o máximo bem possível, mas o pouco que nos esforçarmos para fazermos melhor a tarefa que nos foi concebida, melhor resultado teremos na cura.
  O passe mediúnico consiste também na imposição das mãos sobre a pessoa doente ou aflita, mas ao invés de o médium ser o único doador, ele passa a funcionar como um veículo de transmissão dos fluídos doados pelos bons espíritos. Essas entidades do bem fazem uma preparação excepcional para a tarefa que Jesus lhes concebeu e precisam encontrar um instrumento adequado para o trabalho, nesse caso, um médium dedicado à caridade, que não comete excessos de comidas fortes e não ingere bebidas alcoólicas, que mantém o equilíbrio emocional mesmo durante as discussões e que está inclinado a manter a disciplina no trabalho.
  Longe estou de relatar aqui todos os benefícios do passe, tão pouco este é um guia exclusivo e completo sobre como praticá-lo, mas é na verdade um pequeno esclarecimento à muitos frequentadores da casa espírita que tomam passe sem saber o que acontece nos bastidores deste trabalho tão belo.
  O passe é um tratamento imediatista, ele socorre o nosso irmão necessitado naquele instante, aliviando a dor, reequilibrando os centros de energia (chakras) e dando a oportunidade para que a pessoa consiga se libertar de certas dificuldades que vem enfrentando. Mas, como todo tratamento imediatista, ele cura e equilibra, porém requer do paciente, no caso a pessoa que recebe o passe, uma mudança de conduta tanto no sentido dos pensamentos quanto das atitudes no dia-à-dia.
  Preciso se faz que o auxiliado no tratamento cultive bons pensamentos mesmo nos momentos mais difíceis, caso contrário os fluídos pesados que encontramos na nossa atmosfera terrena irão se agrupar novamente no encarnado e causarão o retorno do mesmo mal, invalidando todo o esforço dos trabalhadores de Jesus em nos auxiliar.
  O Evangelho no Lar é também ferramenta crucial para a harmonização do ambiente, correção de atitudes e posturas levianas que muitas vezes nós ainda desconhecemos como sendo erradas. É também auxílio benéfico para todos os participantes, o que pode incluir a família, os amigos e os visitantes que ali se encontrem participando deste encontro com Jesus.
  Se cada um de nós fizermos a nossa parte, o passe terá o efeito que tanto desejamos dele e logo sairemos da condição de pedintes que somos ao virmos à casa espírita apenas para receber, mudando para a condição de servos do Senhor, tanto dentro quanto fora da casa espírita, fazendo o bem sem nada esperarmos em troca.
  Não critico aqui os que vão ao centro espírita apenas para tomarem passe, mas alerto-os de que essa dependência lhes é prejudicial, pois tornam-se espíritos preguiçosos e esquecem-se de que Jesus nos ensinou a trabalhar para a conquista de nossa melhoria. Quem muito recebe, um dia será cobrado, mas quem muito compartilha, um dia será abençoado.