quarta-feira, 2 de abril de 2014

Noções básicas sobre o passe.


  O serviço de passe pela imposição das mãos tem ao menos duas divisões: o passe magnético e o passe mediúnico.
  O passe magnético consiste na imposição das mãos sobre a pessoa doente ou aflita, o médium sozinho emana seus fluídos e vibrações na direção do necessitado e oferece a essa pessoa exatamente aquilo que ele tem dentro de si. Nesse caso, o médium mais do que nunca precisa compreender a importância de se abster de alimentos como a carne e o chocolate pelo menos no dia do trabalho, pois eles emanam certas substâncias prejudiciais ao serviço do passe. Longe estamos de conseguirmos a pureza necessária para fazermos o máximo bem possível, mas o pouco que nos esforçarmos para fazermos melhor a tarefa que nos foi concebida, melhor resultado teremos na cura.
  O passe mediúnico consiste também na imposição das mãos sobre a pessoa doente ou aflita, mas ao invés de o médium ser o único doador, ele passa a funcionar como um veículo de transmissão dos fluídos doados pelos bons espíritos. Essas entidades do bem fazem uma preparação excepcional para a tarefa que Jesus lhes concebeu e precisam encontrar um instrumento adequado para o trabalho, nesse caso, um médium dedicado à caridade, que não comete excessos de comidas fortes e não ingere bebidas alcoólicas, que mantém o equilíbrio emocional mesmo durante as discussões e que está inclinado a manter a disciplina no trabalho.
  Longe estou de relatar aqui todos os benefícios do passe, tão pouco este é um guia exclusivo e completo sobre como praticá-lo, mas é na verdade um pequeno esclarecimento à muitos frequentadores da casa espírita que tomam passe sem saber o que acontece nos bastidores deste trabalho tão belo.
  O passe é um tratamento imediatista, ele socorre o nosso irmão necessitado naquele instante, aliviando a dor, reequilibrando os centros de energia (chakras) e dando a oportunidade para que a pessoa consiga se libertar de certas dificuldades que vem enfrentando. Mas, como todo tratamento imediatista, ele cura e equilibra, porém requer do paciente, no caso a pessoa que recebe o passe, uma mudança de conduta tanto no sentido dos pensamentos quanto das atitudes no dia-à-dia.
  Preciso se faz que o auxiliado no tratamento cultive bons pensamentos mesmo nos momentos mais difíceis, caso contrário os fluídos pesados que encontramos na nossa atmosfera terrena irão se agrupar novamente no encarnado e causarão o retorno do mesmo mal, invalidando todo o esforço dos trabalhadores de Jesus em nos auxiliar.
  O Evangelho no Lar é também ferramenta crucial para a harmonização do ambiente, correção de atitudes e posturas levianas que muitas vezes nós ainda desconhecemos como sendo erradas. É também auxílio benéfico para todos os participantes, o que pode incluir a família, os amigos e os visitantes que ali se encontrem participando deste encontro com Jesus.
  Se cada um de nós fizermos a nossa parte, o passe terá o efeito que tanto desejamos dele e logo sairemos da condição de pedintes que somos ao virmos à casa espírita apenas para receber, mudando para a condição de servos do Senhor, tanto dentro quanto fora da casa espírita, fazendo o bem sem nada esperarmos em troca.
  Não critico aqui os que vão ao centro espírita apenas para tomarem passe, mas alerto-os de que essa dependência lhes é prejudicial, pois tornam-se espíritos preguiçosos e esquecem-se de que Jesus nos ensinou a trabalhar para a conquista de nossa melhoria. Quem muito recebe, um dia será cobrado, mas quem muito compartilha, um dia será abençoado.

2 comentários:

  1. Ótimas considerações Igor!! Obrigada!!

    André Luiz, no livro Opinião Espírita, cap. 55, nos explica que: “... os Centros Espíritas precisam, ao lado do trabalho de passe, propiciar os meios para que frequentadores conheçam a Doutrina e se exercitem num trabalho íntimo de evangelização, para a conquista da saúde definitiva. Porque com a cura física, muitas pessoas se atiram de novo ao desregramento, voltando a se prejudicarem. Mas quem aprende que precisa se aprimorar espiritualmente na prática do Bem e nisso se empenha, quer alcance ou não a cura do corpo, encontrará o caminho para a cura verdadeira e duradoura, a manutenção do equilíbrio em seu espírito imortal. Portanto, empenhemo-nos em curar males físicos, se possível. Mas lembremos, porém, que o Espiritismo “cura sobretudo as moléstias morais”. Não queiramos dar maior importância à cura de corpos do que ao fim principal do Espiritismo, que é “tornar melhores aqueles que o compreendem.”

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    1. O que você disse, amada irmã, é de grande importância, pois acima de qualquer cura física, o Espiritismo é o amor que cura a alma.

      Seja sempre bem vinda!

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