segunda-feira, 26 de maio de 2014

A Educação.


  É pela educação que as gerações se transformam e aperfeiçoam. Para uma sociedade nova são necessários homens novos. Por isso, a educação desde a infância é de importância capital.
  Não basta providenciar a instrução da criança. Ela deve aprender a se conduzir como ser consciente e racional. Isto é tão necessário como saber ler, escrever e contar.
  É entrar na vida, armado, não só para a luta material, mas, principalmente, para a luta moral.
  Para despertar na criança as primeiras aspirações ao bem, para corrigir um caráter difícil, são precisos, por vezes, a perseverança, a firmeza, uma ternura de que somente o coração de um pai ou de uma mãe pode ser capaz.
  Essa tarefa, no entanto, não é tão difícil quanto se pensa, pois não exige uma ciência profunda. Grandes e pequenos a podem realizar, desde que se compenetrem do alvo elevado e das conseqüências da educação.
  Bonita lição foi a ocorrida em um supermercado. A jovem mãe tinha cerca de 27 anos e o menino, uns 2. Ele se mostrava birrento, teimoso e violento. Ela, forte, serena e irredutível.
  O local era uma prateleira de supermercado recheada de chocolates. O menino parecia uma fera. Queria, porque queria, cinco. Ela, firme, dizia que ele poderia levar apenas um.
  Foi uma aula de maternidade. O menino gritava, chorava tão forte e doído que parecia estar apanhando.
  Batia os pés, rolava no chão, ameaçava derrubar a prateleira toda. Tudo inútil.
  Sem usar de violência física ou erguer a voz, a mãe o obrigava a escolher. "ou leva um só ou não leva nenhum. Vai ter de escolher."
  A voz não era de quem tem raiva. Era de quem guarda certeza do que está fazendo. Mais ou menos 15 espectadores observavam o acontecimento, aglomerando-se no corredor do supermercado.
  Foram dez minutos dolorosos, no final dos quais o pequeno aceitou sua derrota. Os gritos e os pontapés foram diminuindo. Por fim, ele parou com a manha, aceitou a mão da mãe e saiu do supermercado com sua única barra de chocolate.
  O resto ficou lá, na prateleira. Perdeu o supermercado. Venceu a mãe. Venceu a educação.
  Desde que o mundo é mundo, crianças querem porque querem, certas coisas. Muitos pais cedem, ou para não enfrentar o incômodo da birra, ou porque temem os olhares de eventual desaprovação de quem os observa.
  Os que não educam os seus filhos, os verão sofrer na vida, fazer sofrer a outros e perder a chance de progresso.
  São fabulosos os pais que proíbem, sem raiva, e dão o necessário, sem dar demais.
  A nossa sociedade tem mentalidade de supermercado. Oferece mil prateleiras com tentações e incita os imaturos a consumir mais do que precisam.
  Por isso mesmo, são dignos de aplauso os casais que educam seus filhos para não consumir demais, a fazer escolhas, a crescer, a amadurecer.
***
  Os espíritos que habitam os corpos dos nossos filhos vêm coabitar conosco para que os ajudemos a vencer os seus defeitos e os preparemos para os deveres da vida.
  Estudemos, desde o berço, as tendências que a criança trouxe das suas existências anteriores. Apliquemo-nos a desenvolver as virtudes e aniquilar os vícios.
  Que não nos detenham a fadiga, nem o excesso de trabalho.
  Auxiliemos a transformação social. Transformemos a face do mundo, pelo caminho da educação.

  Pense nisso.

Fonte: R.M.E.

2 comentários:

  1. Excelente abordagem. Adorei!
    A educação liberta os seres de tristes amarras do passado.
    A educação unida ao conhecimento liberta o Ser da submissão, de qualquer tipo de escravidão.
    Obrigada pelo texto!
    Abraços!

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    1. Grato pela sua presença e pelo seu comentário edificante. Que possamos nos esforçar para melhorarmos a educação e fazê-la atingir a todos de forma a progredirmos juntos!

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