quarta-feira, 21 de maio de 2014

O Duelo.


  O duelo usado antigamente nada mais era do que um assassinato premeditado. Ora, acaso aquele que entrava na arena para atacar o seu irmão não sabia que a espada que empunhava iria feri-lo? Ou até pior, poderia matá-lo?

  Tal como leões furiosos agindo por instinto, mas pior por ter consciência de seus atos, o homem matava barbaramente um ao outro. E olha que isso ocorria a muitos anos atrás, mas será que já extinguimos os duelos de nossas vidas? Será que encontramos uma forma de resolvermos nossas diferenças de opiniões civilizadamente?

  Transportemos isso para a atualidade, vejamos o que ocorre hoje. O homem que presta contas do orgulho ferido, de posse de arma, muitas vezes se diz querer dar apenas um susto mas acaba matando o próximo, ferindo-o, se assemelha muito ao duelista, assassino a sangue frio.

  Casos de traições conjugais se apresentam em grande maioria, mas há também os casos de traições em sociedades empresariais, por exemplo. O fato é que em todos eles há o orgulho falando mais alto do que a consciência pode clamar por calma na resolução do problema. Se antes de cometermos ações que ferem as leis divinas, nós pensássemos, provavelmente evitaríamos muitas faltas graves que se acumulam e que são cobradas depois, seja pela justiça do homem, seja pela justiça de Deus.

  É preciso sempre ponderar sobre nossas atitudes, pois revidar o mal com o mal nunca nos auxiliou em encontrar a paz e o equilíbrio. Não foi isso que Jesus ensinou, pois Ele mesmo não empunhou uma espada quando foi capturado e ainda assim pediu para os apóstolos que baixassem as espadas deles, afim de que não causassem mal aos prepostos de Cesar e aos Fariseus que ali se encontravam querendo a cabeça do divino mestre.

  Somente a meditação com uma boa reflexão aliada à prece sincera de coração pode nos trazer luz à mente perturbada pelo ódio, pelo orgulho ferido, pela sede de vingança. Antes de agir, é preciso consultar a consciência, é preciso questionar se o que queres fazer é o que desejarias que te fizessem. Evitemos agir como brutos e inconsequentes, esforcemo-nos para evitarmos um mal maior, pois se muitas vezes o fizéssemos, quantos males não poderíamos ter evitado, os quais nos arrependemos depois.

  Irmãos, a violência nunca foi e nunca será a forma correta de resolvermos nossas diferenças. Abaixemos as armas da ignorância e levantemos a mão estendida do perdão, quebremos nosso orgulho em prol da paz e do amor.

  Sejamos homens, não animais agindo por instinto, sejamos puros de coração!

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