sexta-feira, 25 de julho de 2014

Irmãos em perigo.


  "Os que descobrem pareceres inteligentes e bons conselhos para todas as pessoas, distraídos dos problemas que lhes são próprios."
Do livro - Agenda Cristã
Por André Luiz

  Curioso observarmos na mensagem que os irmãos em perigo são os que dão conselhos, mas não os seguem e que temos inclusive um caso internacional nesta semana, envolvendo os governos do Brasil e o de Israel.

  Em uma nota oficial, o governo brasileiro condenou o revide militar feito pelo governo israelense, chamando o embaixador brasileiro de volta, um ato que é considerado ríspido.

  Em resposta, o governo israelense chamou o Brasil de "anão diplomático", ou seja, uma nação de grande porte, mas de muito pouca influência diplomática no mundo, isso devido aos constantes erros cometidos dentro de sua própria nação.

  Disse, no popular, que quem diz o que quer, ouve o que não deve. E foi o que aconteceu, pois não foi uma atitude construtiva, mas sim repreensiva, ofensiva e durante um período muito tenso de guerra entre Israel e Palestina. Afinal, o que ocorre quando condenamos alguém que está de cabeça quente em meio a uma discussão ou briga? Normalmente nos ofendem de volta, pois não estão em condições de refletir.

  Mas o que isso tem a ver com a mensagem de André Luiz? Simples, o Brasil quis dar bons conselhos, claro que da sua forma e com as suas limitações, mas esqueceu-se de que não tem moral para fazê-lo, uma vez que não combate os problemas básicos da criminalidade dentro de seu próprio país. Criticou a violência lá, deixando de cuidar da violência aqui. Mexeu na ferida dos outros, mas não tratou sua própria ferida.

  Isso ocorre conosco muito frequentemente, pois olhamos a trave nos olhos do irmão, mas não olhamos a que está nos nossos olhos. Queremos dar conselhos a tudo e a todos, mas não nos auto-aconselhamos e muitas vezes nem praticamos esses conselhos que damos.

  Eis ai a necessidade de compreendermos que tudo o que aprendemos com o mestre Jesus é benéfico, mas sem a prática destes ensinamentos em nossas vidas, além de não evoluirmos e melhorarmos, não seremos capazes de servir de bom exemplo a ninguém.

  A caridade sem ação é amor envolto por egoísmo preso na gaiola da preguiça, é crítica descabida e desnecessária, é orgulho ostentado apenas pela aparência de se mostrar superior. De que valem palavras sem exemplos? Como podemos compreender o que passa nosso irmão sem termos vivido e superado uma situação ao menos parecida?

  É por isso que Deus nos permite em várias encarnações vivermos as mesmas situações que o nosso próximo vive. Se agora somos ricos, outrora fomos pobres, se hoje somos saudáveis, noutra vez fomos doentes, se agora temos família, no passado éramos órfãos, etc... Assim desenvolvemos o aprendizado pelo sofrimento, evoluímos pela vontade de não sofrermos mais, passamos a naturalmente executarmos ações benéficas ao meio em que vivemos e ai sim estaremos dando bons conselhos.

  Pensemos nisso, ao invés de termos sempre respostas prontas para os problemas dos outros, vejamos se as temos para os nossos próprios problemas e, por conseguinte, se as executamos neles.

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