terça-feira, 26 de agosto de 2014

A evolução do ser.

  Por que uns são mais inteligentes, outros menos, uns são mais sensíveis, outros menos, uns são mais equilibrados, outros menos?

  A pergunta acima nos faz pensar sobre os diferentes níveis conscienciais da alma, o comandante do ser que aqui representamos em carne e osso.

  Quando uma pessoa me questiona sobre o tempo de trabalho e estudo na doutrina espírita, ou fosse qual fosse a religião proferida por mim, a resposta sempre seria a mesma: não se mede o trabalhador cristão pelo seu tempo de serviço, até porque não somos capazes de compreender a quantas encarnações, ou seja, quantos séculos ou milênios já estamos nessa jornada. Mas podemos identificar o quanto essa pessoa se aplicou ao observarmos suas virtudes já desenvolvidas.

  Quantas vezes não se vê um médium de décadas de trabalho e devoção ser superado com facilidade por um simples jovem iniciante, mas que tem aquele coração puro e que mal precisa se esforçar para estar em sintonia com a espiritualidade superior. Não é o tempo de casa que nos faz melhores uns do que os outros, mas sim as conquistas adquiridas pelo nosso esforço em nos tornarmos melhores.

  Afinal, o verdadeiro espírita é aquele que se esforça todos os dias para corrigir suas imperfeições, seguindo os passos do mestre Jesus, praticando o bem a tudo e a todos, amando a Deus em primeiro lugar e depois o próximo como a si mesmo.

  Mas a vaidade e orgulho de uns ainda vão causar muita polêmica. Pessoas enraizadas em suas práticas e com visões fechadas sobre o espiritismo e sobre o cristianismo acabam por se julgarem melhores do que os iniciantes. Ah se pudéssemos sair do corpo só por um instante e nos vermos, conhecer nossas atitudes, nossos pensamentos mais íntimos, desvendar os erros que muitas vezes não vemos porque não temos a visão exterior e sensível de um irmão espiritual mais equilibrado.

  Faça você mesmo um teste, procure pedir para alguém gravar um vídeo de um momento seu, seja de lazer, seja de trabalho, observe como você passa a se ver diferente, por ângulos antes incapazes de ver sozinho. Note como sua voz soa diferente, como seus gestos podem causar dupla interpretação, como você não tem aquela desenvoltura toda que achava que tinha. Se apenas com esse olhar simples para um vídeo podemos descobrir tanto sobre nós, imaginemos se tivéssemos o tal olhar espiritual, que vê o íntimo, que conhece o ser em sua plenitude.

  Irmãos em Cristo, para que possamos evoluir, é preciso que saiamos de nosso envoltório carnal, que nos projetemos para nossa própria frente tal qual num espelho se olhasse e busquemos nos analisar, nos compreender, afim de um dia sermos capazes de nos conhecer e nos corrigir.

  Por isso, não se julgue melhor do que ninguém, nem pelo tempo que você tem de experiência aqui, porque isso não é nada se comparado com a eternidade da vida espiritual.

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