terça-feira, 19 de agosto de 2014

O véu do orgulho.


  O homem orgulhoso apresenta em si constante inclinação no julgamento das falhas e imperfeições de seu próximo, mas quanto a si mesmo, nada vê de errado.

  Pobre daquele que assim age, pois não viemos neste mundo para julgar ninguém que não seja a nós mesmos. Viemos corrigir nossas próprias imperfeições, não a dos outros.

  Para conseguir se avaliar, ele precisaria olhar em um espelho, transpor sua imagem a sua frente, imaginar que aquele para quem olha é outra pessoa e então sim conseguiria julgar a si mesmo.


  Jesus quando recebeu a prostituta disse a todos que a condenavam do crime de adultério: atire a primeira pedra aquele que nunca errou e assim todos se foram sem atirar uma só pedra a ela. Sendo mais humilde e amoroso ainda, Ele, nosso mestre e irmão Jesus, nos abençoou com mais uma lição linda, a perdoando de seus pecados sem julgá-la e lhe deu nova chance de recomeçar.

  Irmãos, remova a trave que lhes cega os olhos, afaste o véu do orgulho que lhes inclina a não perdoar as falhas do seu irmão imperfeito, e avalie a si mesmo, coloque sua pessoa no lugar dele durante o erro e analise, será que eu nunca fiz isso ou será que nessa situação eu teria condições de não errar? Será que sou tão puro a ponto de poder julgá-lo?

  Se lhe for difícil trabalhar o orgulho, mude o ponto de vista e trabalhe a humildade. Sendo a humildade o sentimento diretamente oposto ao orgulho, cada ação humilde de coração que realizamos é uma forma de reduzirmos o orgulho ao pó. Sorria mais quando alguém quer lhe agradar, mesmo quando você não se sentir agradado por isso, ouça mais do que fale quando alguém precisa desabafar, doe mais do que peça para si próprio, se contentando com o pouco que tem mas compreendendo ser o necessário.

Antes de julgar devemos AJUDAR e PERDOAR, pois ai estaremos compreendendo melhor a situação que o próximo enfrenta e talvez, quem sabe talvez, consigamos julgar de forma benéfica afim de analisar a situação e buscar um caminho que remedie o mal, transformando trevas em luz.

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