segunda-feira, 30 de março de 2015

Educando a voz.


  Ainda que nos pareça simples de compreender, acredite, não entendemos bem a função da voz como instrumento de comunicação. Isso porque a usamos de forma irrefletida. Apenas a usamos, sem nos darmos conta do efeito que ela produz no ouvinte.

  Se dita em tom alto, a voz torna-se provocativa, irritante e até mesmo ameaçadora. Ainda que não haja essa intenção, ela irá transmitir tais impressões. A voz é vibração, ela leva consigo além do som, a vibração do espírito, pois ela é a materialização do pensamento. É por isso que, muitas das vezes, uma pessoa que diz "não", mas pensa "sim", não consegue transmitir sinceridade no que diz e pode ser questionada quanto a sua verdadeira intenção.

  Se dita em voz muito baixa, ela causará desconforto, mal entendimento ou demonstrará má vontade. O locutor sabe o que está falando, pois ainda que o diga em voz baixíssima, ele tem no pensamento toda a fala planejada e portanto não tem a necessidade de ouvi-la, no entanto o ouvinte sim, este necessita recebê-la em total capacidade de compreensão, afim de não errar na interpretação. Todo esforço para se comunicar claramente é próprio de uma alma serena e responsável, que visa não causar discórdia, facilitando a comunicação.

  Não é de hoje que ouvimos pessoas mal-educadas no falar. Não me refiro aos que usam palavras ofensivas, mas sim aos que não se preocupam em fazer-se bem entendidos. Saber falar deveria fazer parte da educação de toda família, a qual tem no berço familiar a melhor oportunidade de se aprender a comunicar. Mas o que temos notado é famílias em desequilíbrio, pois quando um fala alto, parece que o outro quer falar mais alto ainda. Quem sofre são todos os da casa e as vezes os vizinhos também.

  Será que estamos falando corretamente? Será que nos fazemos claros nas ideias que compartilhamos? Será que falamos no tom condizente com o ambiente e com a situação? Precisamos pedir desculpas com frequência por causa do nosso jeito de falar? Ou será que nunca demos a devida importância a isso?

  Pensemos então nesta questão e se possível nos auto-eduquemos no falar, suavizando o tom e tornando-o audível, sem excessos.

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