sexta-feira, 22 de maio de 2015

A Felicidade a que preço?


  Aprendemos com o Evangelho que devemos ser felizes pelas nossas ações no caminho do bem. Que nossa luz interior aumenta a medida em que praticamos a caridade por meio da doação de amor. Que somos nós quem nos fazemos felizes e não os outros. Mas será que temos agido assim?

  Vamos analisar o que nos faz feliz hoje:

  1º Exemplo: me recordo de uma banda do meu período de adolescência que fez muito sucesso e muitos diziam que o fizera por tocar músicas alegres e irreverentes. Quem se lembra dos Mamonas Assassinas? Pois bem, vamos tomar emprestado um pequeno trecho de uma de suas músicas e que cita o seguinte: "ser corno, ou não ser, eis a minha indagação", aproveitando já vamos puxar um segundo trecho: "sou corno, mas sou feliz".

  Bom, é fato que muitas pessoas cantarolavam esta música e se alegravam com a letra, com o ritmo e até com as fantasias dos integrantes da banda. Mas esta música fala de uma pessoa que foi traída e será que essa pessoa que sofreu a traição está feliz? Acredito que não, até porque a infidelidade é algo que tem aumentado nos dias atuais, muitas pessoas estão se deixando levar pela atração física e esquecendo-se de cultivar o amor.

  Onde quero chegar então? Bom, se a pessoa que foi traída pelo seu cônjuge não está feliz, podendo estar num estado depressivo até, ao ouvir essa música e notar que as pessoas ao seu redor a cantam e zombam da situação, mesmo que não seja diretamente para ela, essa pessoa pode mergulhar mais ainda no processo depressivo, se agravando com pensamentos de suicídio.

  Sendo Jesus o modelo e guia de toda a humanidade em sua conduta e comportamento, rememoremos os atos do mestre e questionemos: Jesus se alegria com uma música que zomba do sofrimento alheio? Interessante observarmos que quem se alegrou com essa música e muitas outras as quais se baseiam na dor do seu semelhante, está buscando a felicidade para si mas para isso precisa que exista o sofrimento de outrem. Será isso certo?

  2º Exemplo: sou fanático por futebol, não perco um jogo do meu time, vamos adotar aqui que sou torcedor do time X e que o maior rival é o Y. Muito bem, sabemos que o esporte é importantíssimo para o desenvolvimento físico e para a manutenção da saúde, fato confirmado pela ciência, no entanto, se o meu time vence, eu fico feliz, até demais, mas em contrapartida o time do adversário perdeu e o torcedor do time Y ficará muito triste, alguns chegam até pelo fanatismo a brigar com a família, a descontar sua raiva naqueles que o amam e tornam suas vidas um verdadeiro inferno por causa de atitudes contrárias a lei de amor.

  Mais uma vez vemos um caso em que a pessoa torcedora do time X se felicita às custas da tristeza do torcedor do time Y. Quer dizer então que minha felicidade depende do sofrimento de outra pessoa? Claro que não, sua felicidade depende somente de você e é você quem escolhe onde a encontrará, que tipo de conduta e atitudes desenvolverá para conquistá-la. Hoje, nós caminhamos por vias tortas porque escolhemos ser felizes com o sofrimento alheio, mas a medida em que estudamos e evoluímos, compreendemos que é possível ser feliz sem precisarmos prejudicar o nosso semelhante.

  Eu posso ser feliz fazendo o bem a quem já está sofrendo, ao invés de ser feliz fazendo o outro sofrer. É tudo uma questão de escolha. Se eu deixar de me sentir afim com esse tipo de conteúdo, obviamente eu estarei me esforçando para seguir os ensinamentos de Jesus. Por exemplo, eu posso praticar esportes, mas não preciso zombar, ofender, incitar o ódio entre torcedores, como muitos fazem naquelas piadinhas nas quais chegam até a falar que o torcedor do time tal é bambi, o de outro é ladrão, o de outro é gambá, o outro é porco e assim vai. Eu posso cantarolar músicas com letras e conteúdos saudáveis e educativos. Aprender a respeitar, a viver sem ofender, a compreender que é apenas uma oportunidade de convivermos em sociedade com harmonia, é ai que entra o Cristianismo nos ensinando a conduta como filhos de Deus.

  Estes exemplos foram apenas para nossa reflexão, por favor não se sinta ofendido e nem adote o texto para si, apenas reflita sobre como você tem se comportado e se sua felicidade não está sendo conquistada com base na tristeza do seu próximo.

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